• Quarta-feira, 8 Julho 2026

Festival Sete Sóis Sete Luas só termina em setembro em Oeiras

DR

O Festival Sete Sóis Sete Luas apresentou no Parque dos Poetas, um concerto dos Med 7Luas25 Orkestra, que reuniu em palco seis prestigiados músicos. Sob a direção musical do reconhecido acordeonista português João Barradas, a formação integra ainda o guitarrista francês Nicolas Grosso, o baixista brasileiro Gustavo Roriz, a cantora italiana FLO, o baterista português André Sousa Machado e o pianista oriundo da Martinica, Hervé Celcal.


Entre junho e setembro, o Festival Sete Sóis Sete Luas traz ao concelho de Oeiras uma programação vibrante, de entrada gratuita e pensada para públicos de todas as idades. Ao longo de mais de dois meses, o Parque dos Poetas e a Fábrica da Pólvora, em Barcarena, acolhem artistas de diversos países, transformando Oeiras num verdadeiro ponto de encontro de culturas, sonoridades e expressões artísticas.

A programação inclui concertos de world music, produções originais do festival, espetáculos de circo contemporâneo, clown, dança e flamenco, reunindo artistas provenientes de Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Tunísia, Marrocos, França, Cabo Verde, Angola, Brasil, entre muitos outros países.

Sexta-feira 10 de julho
21h45 | Fábrica da Pólvora 

PRIMITIVE ROBOT (Bridges on Mediterranean) com VALERIO CESARINI, MARCONDIRO & ANDREA GERMANO (Mediterraneo)
concerto

No palco um trio poderoso, três artistas com formações muito diferentes, mas complementares: Marcondiro é artista multifacetado encenador, músico, cantor e compositor, com uma formação que abrange desde a cultura pop, clássica, à música eletrónica; Valerio Cesarini e Andrea Germano são músicos ligados há muito tempo à world music que tocam diferentes instrumentos étnicos como o bouzouki ou a lira, mas também darbouka e guitarra, com influências da música clássica e sacra ocidental. Juntos, escreveram a canção “Exil Anima Migrante”, que representa uma ponte entre as culturas do Mediterrâneo, unindo a tradição musical sufi à composição italiana. A canção venceu o concurso da Anistia Internacional “Voices for Freedom – A Song for Amnisty” e nasce do ideal de um abraço entre os povos, uma fusão de sons e histórias que dá vida a um espetáculo de música ao vivo único e envolvente.

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Sexta-feira 17 de julho
21h45 | Fábrica da Pólvora


Concerto de ZIAD TRABELSI (Tunísia)

Do Oriente Médio ao Mediterrâneo do Norte de África, peças do mundo árabe formam uma paisagem sonora que evoca rituais e tradições através das línguas e culturas que influenciaram o Magrebe e o Mashreq do Mediterrâneo ao longo dos séculos, desde a antiguidade até aos dias de hoje. Ziad Trabelsi é membro da Orquestra de Piazza Vittorio e diretor da Orquestra Almara'a de Mulheres Árabes e Mediterrânicas. É um músico tunisino com formação acadêmica que manteve uma ligação estreita com a tradição musical mais puramente popular do seu país. Excelente solista, cantor e compositor de oud, sente-se naturalmente atraído pelos sons da música ocidental e pelas alquimias sonoras que surgem do encontro entre músicos de diferentes latitudes. O resultado é um projeto que combina música tradicional e experimental, com um forte impacto rítmico, entre a improvisação e a contaminação.

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Sexta-feira 24 de julho
21h45 | Fábrica da Pólvora


Concerto AGRICANTUS (Sicília)

Depois do regresso em 2014 com o álbum “Turnari”, os Agricantus retomaram a sua actividade de concertos propondo a sua viagem musical híbrida, composta por filhos ancestrais e sons electrónicos, e um desejo incansável de se ligar com realidades e culturas diferentes da sua. A Sicília é o seu ponto de origem, um ponto de partida e uma porta de entrada para novas perspetivas sonoras e musicais. Para além da turné de concertos (Concerto de Maio de Roma, Festival de Ossigeno, Teatro Palladium de Roma, o Festival Equilibri de Avola, entre outros), o Agricantus cria o novo projeto “Quartetto in viaggio” que nasce do encontro com a vocalista e pianista siciliana Anita Vitale, uma cantora com formação em jazz que sempre teve uma particularidade pela música étnica e mundial, sobretudo de origem siciliana. Neste projeto, os timbres e os instrumentos eletrônicos, elementos que sempre fizeram parte da assinatura estilística e da pesquisa musical do grupo, deixam mais espaço para o som natural, feito de sopros, cordas, palhetas, peles, caixas de ressonância e vozes, em sua dimensão mais pura. O grupo revisita parte de seu repertório em uma tonalidade “essencial” e, transitando entre sons arcaicos, acústicos e de cantores e compositores, realça a magia dos sons, das melodias e da atmosfera vibrante.

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Sexta-feira 31 de julho
21h45 | Fábrica da Pólvora


Concerto de XANTHOULA DAKOVANOU (Grécia)

Xanthoula Dakovanou é uma cantora e compositora com uma importante carreira internacional. Até 2026, gravou três álbuns em Paris e um em Atenas, além de ter participado como convidado em outras 13 gravações em toda a Europa. O repertório que se inspira são as tradições vocais da Grécia, dos Balcãs e do Mediterrâneo Oriental. Seu trabalho como compositora e arranjadora (Lamenta, Song of Songs, Rizituals) recebeu o patrocínio do Ministério da Cultura por três vezes (2021, 2022, 2023) e foi muito bem recebido pela imprensa internacional, para além de ter figurado em importantes classificações de world music. Tem colaborado com artistas de renome internacional, como Armand Amar, Yann Arthus-Bertrand, Magic Malik, Richard Galliano, Jean-François Zygel, Ballaké Sissoko e Efren Lopez. É diretora artística do Festival Kerasovo em Epiro desde 2017.

As suas obras musicais são influenciadas pela perspectiva especial da psicanálise, lançando luz sobre os lados ocultos do inconsciente humano através da expressão musical.

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Domingo 2 de agosto
18h30 | Parque dos Poetas

DUO LAOS (Catalunha): “Oveja negra”
CIRCO

O Duo Laos é uma companhia de circo catalã contemporâneo que mistura acrobacia, tango e comédia, fundada pelos artistas argentinos Mercedes e Pablo, radicados em Barcelona. Com mais de 10 anos de experiência, eles conquistaram o público com espetáculos como “Oveja Negra”, uma comédia acrobática sobre duas “ovelhas negras” que criam seus próprios rebanhos. A companhia já se apresentou em festivais e shows internacionais, incluindo Alemanha, Japão, Israel e Itália. O seu trabalho é reconhecido por mesclar tradição e experimentação, criando paisagens visionárias que cativam o público. O DUO LAOS é um exemplo de paixão e criatividade no mundo do circo ¹

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Sexta-feira 7 de agosto
21h45 | Parque dos Poetas

AYOM (Angola/Brasil)
concerto

Ayom é uma banda multicultural, composta por membros de Angola, Brasil, Grécia e Itália, com o conhecido cantor e percussionista Jabu Morales, natural de Belo Horizonte. A formação internacional dos Ayom nasceu em 2018. Deste encontro, nasceu aquele que é hoje considerado um dos grupos mais interessantes do panorama musical brasileiro: misturando inúmeras tradições musicais e rítmicas, os Ayom embarcam numa viagem emocional e intimista pelas rotas da diáspora africana, do Atlântico ao Brasil, Angola e Cabo Verde, dando vida a uma musicalidade nómada e profunda, provocadora e dançante, onde coexistem tradição e contaminação, masculino e feminino, poesia e energia, alegria e compromisso social. Receberam prêmios e reconhecimentos consideráveis ​​em 2021, incluindo o de Melhor Grupo nos Songlines Music Awards e o de Melhor Álbum de World Music no Preis der deutschen Schallplattenkritik.

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Domingo 9 de agosto
18h30 | Parque dos Poetas

VAIVEN CIRCO (Espanha):
Circo “Esencial”

A companhia Vaivén Circo é uma companhia criada em 2008 por Raquel Pretel Ferrándiz e Miguel Moreno (Bolo) que decidiu unir mundos tão paralelos e ao mesmo tempo distantes como o circo e a dança. Nasceu assim o espetáculo “Felicidade em dois a dois”, que já foi apresentado mais de 100 vezes até hoje e com o qual estou em digressão até hoje. Depois de realizar outros 3 espetáculos ì, também com a música ao vivo. A última produção chama-se “Esencial”, e inspira-se no “Waldorf Rainbow”, um brinquedo composto por pilares e arcos que proporciona uma cenografia espetacular e uma arquitetura mutável, capaz de se reinventar, tal como o próprio ser humano ou faz na sua busca pela evolução. Nos anos em que a companhia ganhou prémios consideráveis, como o Prémio Nacional de Circo 2016, o Max nomeado para Melhor Autor Revelação 2016, o Prémio Lorca para o Melhor Espetáculo de Rua 2014, o Prémio no Concurso de Artistas de Calle Mollina 2011.

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Sexta-feira 14 de agosto
21h45 | Fábrica da Pólvora

JEUNESSE IX DAS CIDADES 7SÓIS (Mediterrâneo)
concerto

Este projeto original prevê a criação de uma produção musical original com a participação de mestres e de jovens de grande talento vindos de diferentes culturas musicais enraizadas nos Países da Rede Sete Sóis Sete Luas, e ganhadores do Prêmio Revelação SSSL 2025 no seu País de origem. A direção musical ficará a cargo de Rolando Semedo, mestre da música cabo-verdiana que irá orientar e organizar o repertório musical deste novo projeto, cheio de energia jovem, que pretende valorizar os novos talentos dos Países SSSL. Com Rolando Semedo (Cabo Verde) na direção musical e no baixo, Sofia Leão (Portugal) no piano, Savi (Valência) na voz, Marinakis Gerasimos (Grécia) na lira de Creta, Zarko Marinkovic (Croácia) na guitarra e no cajon e Eleonora Bordonaro (Itália) na voz e percussões. Produção musical original do Festival Sete Sóis

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Domingo 16 de agosto
18h30 | Parque dos Poetas

CIRQUE ENTRE NOUS (Espanha):
CIRCO “Bordeline”

O “Cirque Entre Nous”, nascido em 2017, é um coletivo de artistas circenses de diferentes origens e experiências, unidos pela paixão pelo mastro chinês. A direção é coletiva e o desejo é mostrar ao público diferentes humanidades, capacidades complementares e colaboração na alegria e no momento presente. O Entre Nous celebra a alegria de estar junto, provoca emoção e interação com o público, oferecendo virtuosismo na coreografia e na simplicidade. O Entre Nous procura provocar encontros, derrubando as máscaras dos artistas e as barreiras que os separam do público.

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Sexta-feira 21 de agosto
21h45 | Parque dos Poetas


Concerto ACETRE (Extremadura, Espanha)

O Acetre é um grupo musical lendário da Extremadura espanhola, formado em 1976 em Olivença, Badajoz. Com uma carreira de quase 50 anos, eles são referência na música tradicional e popular da região, mesclando ritmos como perantones, pindongos, verdesgaios, fados e corridiños. As suas interpretações são autênticas e inovadoras, conquistando prêmios como o Prêmio Nacional de Interpretação e a Medalha de Extremadura. Com 11 discos gravados e turnês internacionais, o Acetre é sinônimo de paixão e tradição musical

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Domingo 23 de agosto
18h30 | Parque dos Poetas

SENHOR. DYVINETZ (Chile – Catalunha): «Vari»
circo

Ó SR. DYVINETZ é uma companhia de circo contemporâneo catalã sediada em Barcelona, ​​conhecida por suas performances inovadoras e emocionais. Fundada por artistas talentosos, a companhia mistura acrobacia, dança e teatro para criar espetáculos únicos. O seu espetáculo “VARI” é um exemplo perfeito da sua habilidade em combinar técnica e criatividade, levando o público a uma jornada de surpresas e emoções. Com uma presença internacional, o MR. DYVINETZ já se apresentou em festivais e teatros de todo o mundo, conquistando elogios da crítica e do público. A sua paixão pela arte circense é contagiante e inspiradora.

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Sexta-feira 28 de agosto
21h45 | Parque dos Poetas


Concerto LUSO 7SÓIS-26 (Cabo Verde, Reunião, Itália, Marrocos, Portugal)

Esta produção original do Festival SSSL conta com a participação de 6 prestigiados artistas provenientes das mais diversas culturas musicais enraizadas nos Países da Rede Sete Sóis Sete Luas. Os diferentes espíritos do Mediterrâneo e do mundo lusófono reúnem-se nesta orquestra: artistas provenientes de La Réunion, Itália, Portugal, Marrocos e Cabo Verde. O repertório da Luso 7Sóis-26 harmoniza músicas tradicionais, composições originais e novos arranjos de diversos países. Um percurso longo e fascinante, que visita a música popular portuguesa com a presença do músico Hugo Osga na sanfona e da cantora de fado Beatriz Felício, os ritmos do sul da Itália com a direção musical do tocador de bouzouki Stefano Saletti, as melodias cabo-verdianas com o baixo do Hernani Almeida, as harmonias marroquinas com o tocador de oud Hamza Bouklifi e as percussões da ilha de La Réunion realizadas pelo músico Sami Páginas.

Produção original do Festival Sete Sóis Sete Luas – Estreia nacional

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Domingo 30 de agosto
18h30 | Parque dos Poetas

LES P'TITS BRAS (França): «La Panne»
Circo aéreo acrobático e humorístico

Uma simples avaria no carro, uma vendedora presa à rotina diária, uma faísca que revelará sua verdadeira essência. Este é o ponto de partida para esta nova criação de 2026. Les P'tits Bras faz renascer uma antiga disciplina circense: o mastro oscilante. Atingindo uma altura de 8 metros, a sua elasticidade permite-lhes aproximar-se do público, explorando os efeitos do perigo e do medo. Uma proeza técnica e acrobática vista pela perspectiva de um personagem de palhaço, uma marca típica da Companhia, é apresentada pela primeira vez na versão em solo.

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Quarta-feira, 3 de setembro
Concerto solidário no Estabelecimento Prisional de Caxias, 11h


Concerto LUSO 7SÓIS-26 (Mediterrâneo)

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Sexta-feira 4 de setembro
21h45 | Parque dos Poetas

BARCELONA FLAMENCO BALLET (Catalunha) “Romeu e Julieta”
Flamenco

O Barcelona Flamenco Ballet se consolidou como Companhia Internacional de Flamenco (música e dança) por ter criado um quadro simbólico de referência dentro da arte catalã e por ser um ponto de referência para os músicos que desejam se especializar no acompanhamento de dança. Em suma, este grupo fundado em 2017 tornou-se o coração do flamenco na Catalunha. Neste percurso curto mas intenso, já alcançaram sucessos consideráveis ​​em países como a China, os Estados Unidos, a Bulgária, a França, a Itália, a Letónia, o Líbano, a Roménia e a Sérvia. Estão presentes nos exteriores de vários teatros nacionais, em cidades como Barcelona, ​​Madrid, Valência, Bilbau, Minorca ou Guadalajara.

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