
Porque é que Oeiras é um bom local para viver, para visitar, para trabalhar?
Podemos começar por dizer que é o melhor local para viver no país. Depois, que também é o melhor local para trabalhar, porque é aqui onde é a média salarial mais elevada. Depois, é um bom local para estudar, porque é o único do país que garante bolsas de estudo universais para todos os alunos.
Também é um ótimo local para ter saúde, porque tem os melhores indicadores de saúde de Portugal. É ótimo para fazer exercício, porque tem o maior ginásio do país, que é o Passeio Marítimo de Oeiras. Depois, também é um ótimo local para nos divertirmos, porque tem os melhores festivais e as melhores festas do concelho. Também é o melhor local para comer, porque o doutor Isaltino já explicou vezes, sem conta, que tem o melhor conjunto de restaurantes do país.
Mas, na verdade, Oeiras é um bom local por tudo aquilo que o Oeiras representa hoje. Representa um concelho altamente desenvolvido, com empresas de tecnologia e de serviços de alta produtividade, que trata muito bem os seus funcionários.
Nós sabemos dos indicadores de segurança de Oeiras, que são os melhores da região de Lisboa, a qualidade de vida, o acesso à habitação, ao ensino, à saúde. Ainda o mês passado, o presidente fez uma proposta, e anunciou publicamente, de pegar um centro de saúde e colocá-lo a ser gerido pelo município, 24 horas por dia, para os municípes do Oeiras. Isto é uma experiência única no país, nós já falámos que somos o único com os bolsas de saúde universal, agora garantimos o acesso à saúde, 24 horas por dia, para todos os residentes do concelho.
Portanto, tudo isto, juntamente com a qualidade de vida e bem-estar, seja com o Passeio Marítimo, com a paisagem maravilhosa, parte do que a natureza nos deus e outra parte, com o património que foi sendo construído e herdado, como é a adega do Palácio Marquês Pombal ou o Parque dos Poetas, todos os parques e jardins que Oeiras tem. Portanto, nós fazemos um todo que torna o Oeiras um lugar maravilhoso para viver.
Para quem não conhece o concelho, que é que sugeria fazer ou visitar?
Em primeiro lugar, é toda a frente ribeirinha, o Passeio Marítimo e o Porto Recreio. Depois vir até ao Palácio do Marquês de Pombal e conhecer o Jardim e a Adega, que isto é um património único.
A Quinta de Cima, nós agora estamos a gerí-lo, onde produzimos o vinho de Carcavelos. Mas todo este património, do ponto de vista histórico, o património histórico do Oeiras é absolutamente maravilhoso.
Mas conhecer também aquilo que nós estamos a fazer agora. O Parque dos Poetas, a recuperação que foi feita na fábrica da Pólvora de Barcarena. Ver o que é o Mosteiro da Cartuxa, que é um património único no nosso país, que esteve décadas encerrado e que nós estamos a recuperar.
Há muita coisa para ver em Oeiras, mas vamos olhar primeiro para a Frente Ribeirinha, vir ao Palácio Marquês de Pombal, fazer uma prova de vinho, ir até ao Parque dos Poetas, jantar num dos nossos bons restaurantes e ficar.

E a nível de eventos e atividades culturais, o que é que destacaria no concelho?
Nós, do ponto de vista cultural, falamos muito das festas porque falamos dos concertos. Mas nós temos atualmente em patente a exposição da Graça Morais, a maior exposição de sempre da Graça Morais, que está no Palácio Anjos.
Nós temos um conjunto de exposições e uma vida cultural com os teatros, depois, na parte da música, as festas do concelho, os grandes festivais. Nós temos aquilo que já foi considerado um dos melhores festivais da Europa, que é o Festival Nos Alive, temos o Festival Jardins do Marquês, o Festival Panda para as Crianças, portanto, a nossa vida cultural é riquíssima.
Há um evento mais secreto, por exemplo, que é o OutJazz, que passou há alguns anos a ser realizado no nosso concelho, que tem sido absolutamente extraordinário, e até ao final de setembro estará a percorrer os vários jardins municipais, um evento feito aos domingos à tarde, aberto ao público, gratuito.
E ao nível de desporto o que destacaria?
Temos clubes que têm resultados extraordinários. O clube português que ainda hoje é o que tem mais atletas olímpicos, é o Sport Algés e Dafundo, temos a Associação Desportiva de Oeiras, os Leões de Porto Salvo, que têm feito um percurso absolutamente notável na divulgação do futsal.
Os campeões europeus que nós temos de patinagem artística dos vários clubes, seja de Paço de Arcos, seja de Porto Salvo, seja de Oeiras.
Nós temos muita gente muito bem sucedida. O Marcelino Sambé, por exemplo, que é um dos maiores bailarinos do mundo na atualidade. Começou no Centro Comunitário do Alto da Loba, que é um bairro municipal, a dançar frente a um espelho que quando era muito pequeno pediu ao presidente Isaltino Morais, numa visita que o presidente fez ao bairro, ele disse “ponha-nos aqui um espelho para nós dançarmos.”
E o presidente na altura ouviu, achou muita graça ao miúdo, lá se pôs o espelho e criou-se condições para a aula de bailado funcionar melhor. E dali saiu um dos maiores bailarinos do mundo. É um percurso das últimas décadas que nos orgulha muito.
É um percurso de transformação da comunidade a partir do território, mas com um apoio social muito forte, que nos deixa muito orgulhosos e faz de Oeiras um local esplendoroso para viver e para visitar.

E para as pessoas que cá vivem, o que é que está a ser feito para melhorar a qualidade de vida das pessoas?
Para melhorar a qualidade de vida, tivemos recentemente uma reunião em que decidimos uma série de novos investimentos. Posso levantar um bocadinho o véu e dizer que estamos a preparar o lançamento da próxima fase do passeio marítimo, que ligará Caxias a Paço de Arcos faltando apenas ligar a parte da Lusalite, que tem a ver com o empreendimento privado. Lusalite é na zona da Cruz Quebrada
Portanto, essa é uma parte da obra pública que está a ser feita. Depois, toda a recuperação patrimonial, o arranjo das creches, das escolas, das novas estradas, o lançamento da Via Longitudinal Sul, que para quem vive aqui é a via que liga a Laje, em Oeiras, até ao nó de Caxias da Autoestrada. Vamos lançar já o concurso da primeira e da última fase, ficando apenas por construir o troço do meio.
O lançamento dos novos empreendimentos de habitação. Nós queremos fazer 3 mil novos fogos de habitação até 2030, 2031, que é muito ambicioso, mas nos permitirá resolver para esta geração todos os problemas de habitação.
É uma coisa que ficará extraordinária, porque assegurará uma tranquilidade aos oeirenses, que é muito importante e que nós respeitamos muito, o acesso à habitação, o acesso ao bem-estar das famílias. Portanto, os próximos anos serão ainda melhores do que os últimos.
O que é que, na sua opinião, acha que faz falta no concelho?
O que faz falta no concelho e que é uma coisa que nós reconhecemos. Há uma parte que nós não temos muito, que é a vida noturna. Não temos muito pela dificuldade, porque somos um concelho muito urbano, e não há zonas, por assim dizer, que estejam afastadas da habitação o suficiente para o desenvolvimento da vida noturna.
Temos ali o Porto de Recreio em Oeiras, que já tem ali uma série de estabelecimentos que podem ser mais motivados a isso. Mas é a parte que nos falta particularmente para satisfazer a pretensão de algumas juventudes que se queixam de ter de sair do concelho à noite para se divertir.
Essa é uma pecha que nós já dissemos publicamente várias vezes que temos e que temos que melhorar um bocadinho nesse sentido.