• Sexta-feira, 7 Agosto 2026

Mariana Mascarenhas: "Tenho muito orgulho em ser uma jogadora 'made in Amadora'"

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A história de Mariana Mascarenhas tem um cenário constante: a Amadora, município no qual nasceu, cresceu e sempre jogou futebol. Hoje, a ala de 22 anos é referência no Estrela da Amadora, onde pontifica como uma das capitãs e a terceira jogadora com mais jogos na história da equipa feminina 'tricolor' (48). "Masca," como é conhecida, está em casa e não esconde o orgulho por isso mesmo.

- Renovou com o Estrela, onde partes para a quarta época. Que motivos a levaram a continuar? Entende que as características do clube se enquadram com o seu perfil e forma de estar?

- Ao longo destas épocas criei ligações muito fortes com as pessoas do clube e, sobretudo, com as minhas colegas. Sinto-me bem no grupo e valorizo muito as relações que fomos construindo. A possibilidade de dar continuidade a esse percurso e continuar a fazer parte da evolução da equipa teve um peso importante na minha decisão. É um contexto que já conheço bem e no qual sinto que posso continuar a contribuir.

- Foi uma das jogadoras mais utilizadas da equipa na época transata, com 19 jogos, e até bateu o seu recorde de golos numa só época, com três. Considera ter cumprido a melhor época da sua carreira até ao momento?

- Foi, sem dúvida, uma época muito positiva e uma das mais consistentes que já fiz. Consegui ter bastante utilização e contribuir com três golos, algo que me deixou muito feliz. Talvez tenha sido a minha época mais completa, mas sei que ainda tenho grande margem para melhorar e quero continuar a evoluir.

- Que momento elege como o mais alto da época anterior?

- Possivelmente o jogo nos Açores, frente ao Pico da Pedra. Foi um jogo muito marcante pela raça e ambição que demonstrámos durante os 90 minutos, mas também pela união e entreajuda que se sentiram dentro de campo. Para mim, foi um dos momentos que melhor representou a força do nosso grupo.

- Os trabalhos para a nova época arrancam esta segunda-feira. Que objetivos individuais e coletivos alimenta para 2026/27?

- Individualmente, quero continuar a evoluir, ser consistente e estar disponível para ajudar a equipa sempre que for necessário. Coletivamente, espero que consigamos construir um grupo unido e competitivo, capaz de ultrapassar as dificuldades e lutar pelo melhor resultado em cada jogo.

- Está ligada ao Estrela desde a fundação da equipa feminina e fazes, inclusivamente, parte do lote de capitãs. Como acompanhas a evolução da própria equipa e estrutura?

- É especial poder acompanhar todo este percurso desde o início. Ao longo dos anos foram chegando novas pessoas e a equipa foi adquirindo mais experiência. Como capitã, procuro contribuir para a união do grupo, apoiar quem chega e ajudar a criar um ambiente em que todas se sintam integradas.

- Cumpriu toda a sua carreira na Amadora, onde nasceu e sempre jogou, entre o Damaiense, onde se formou, e o Estrela. Sente este município como uma verdadeira casa? Uma jogadora “made in Amadora”?

- Sem dúvida. Nasci e cresci na Amadora e foi aqui que fiz todo o meu percurso no futebol. O Damaiense teve um papel muito importante na minha formação e agora continuo esse caminho no Estrela. Tenho muito orgulho em poder dizer que sou uma jogadora “made in Amadora”.

- Fora do futebol, é estudante de Nutrição. É difícil conciliar essa atividade com o futebol? Que ensinamentos retira para o percurso desportivo?

- Nem sempre é fácil, porque tanto o futebol como o curso exigem tempo e dedicação. Conciliar os dois obrigou-me a ser mais organizada, disciplinada e responsável. Ao mesmo tempo, os conhecimentos de Nutrição ajudam-me a compreender melhor a importância da alimentação, da recuperação e de outros fatores que podem influenciar a saúde e o rendimento de uma atleta.

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