• Segunda-feira, 10 Agosto 2026

Porque é que Cascais é um bom Local?

Com o Presidente da Câmara, Nuno Piteira Lopes

Porque é que Cascais é um bom LOCAL? Fomos tentar perceber com o presidente da Câmara, Nuno Piteira Lopes, atualmente no primeiro mandato à frente da autarquia, que nos fala sobre os principais projetos para o concelho, os desafios da habitação, os investimentos em educação e saúde e os eventos que continuam a projetar Cascais além-fronteiras.

Porque é que Cascais é um bom local para viver, visitar, trabalhar, etc?

Eu costumo dizer que, acima de tudo, Cascais é um bom local para viver porque a nossa imagem de marca em Cascais é precisamente a qualidade de vida. E por isso eu diria que é um bom local para viver porque tem qualidade de vida.

Depois temos tudo o resto que está associado a essa qualidade de vida. Temos ligação ao mar e à natureza, património histórico e património cultural. Somos um concelho seguro, com uma boa oferta pública a nível da educação, a nível de atividade económica.

Toda a nossa comunidade e a participação cívica da comunidade também está muito envolvida e alinhada com este propósito. E por isso eu diria que é um concelho onde todos nós, independentemente do sítio ou da rua onde vivemos, ou do bairro ou da freguesia, estamos alinhados com o propósito que é todos contribuirmos para atingirmos esta meta e este reconhecimento de sermos capital da qualidade de vida.

Quem vem, como diz o slogan, é para toda a vida?

Eu diria que a questão do Cascais para toda a vida é também muito uma assinatura que representa tudo aquilo que nós fazemos. Ou seja, quem vem, com certeza que é para toda a vida. Nunca mais querem viver para outro sítio se não em Cascais.

Mas também quem vem a um concerto das Festas do Mar tenho a certeza que fica com uma noite inesquecível para toda a vida. Quem vem ao Cooljazz fica com certeza com um evento que lhe fica para toda a vida.

Quem vem um dia à praia, quem vem uma semana de férias, quem vai ao Parque Natural. São tudo experiências que podem viver em Cascais que, de acordo com aquilo que é o propósito, ficam sempre gravadas para toda a vida. Pode ser para viver, pode ser para quem vem um dia ou para quem vem uma semana.

Para quem não conhece o que aconselharia a fazer em Cascais?

Eu aconselho sempre uma coisa diferente. Porque eu dizer que pode ter um dia de praia, que temos umas praias fantásticas, já toda a gente sabe. Mas diria que juntar uma manhã de praia com um almoço aqui no Centro Histórico, nos muitos restaurantes e bons que temos, ou na Marina.

E depois fazer um fim de tarde na Quinta do Pisão, em pleno Parque Natural. Poder visitar os animais que nós temos no Parque Natural. Aí eu acho que já é aquela coisa para toda a vida. Uma pessoa não está à espera de ir à praia e a cinco minutos de carro estar num Parque Natural, com animais, com uma horta biológica, onde pode pedir e levar para casa os legumes da horta, as frutas. É isso que torna uma experiência diferenciadora. E por isso eu diria que uma manhã de praia, uma visita aqui ao Centro Histórico de Cascais e um final de tarde na Quinta do Pisão será com certeza uma experiência extraordinária.

E a nível de eventos o que destacaria?

A nível de eventos, terminámos agora o Cooljazz, vamos ter as Festas do Mar, que são também únicas.

E este ano vamos ter pela primeira vez um novo festival, na praia, de entrada livre, com uma boa vibe, onde vai ser possível juntar todas as gerações e todos os extratos sociais de Cascais.

Nós temos que continuar a construir comunidade. E construir comunidade é isto mesmo. É conseguir criar eventos onde todos se sentem bem. Porque é precisamente em eventos como estes que as pessoas criam afeto, criam ligação e ficam a amar Cascais, como qualquer pessoa que vive aqui em Cascais.

Mas temos o Atlantic Sunsets, que são também uma experiência única. Dois sunsets com 15 dias de distância um do outro, no Forte de Santo António, com uma vista única, para um pôr do sol único, num local único, com um dos melhores DJs a nível mundial a tocarem em Cascais, com uma grande energia também.

Depois temos também o outro lado dos eventos, onde Cascais tem feito uma aposta muito grande e vai continuar a fazer, para se afirmar como um território de eventos desportivos de grande qualidade.

Temos a Maratona, temos o Ironman. Em 2027 vamos novamente ter o melhor campeonato de cavalos, o CSI. Vamos ter a Volvo Ocean Race. Portanto, tudo o que são eventos desportivos, Cascais também afirma-se a nível mundial.

Vou-lhe só dar um exemplo, pequeno, para concretizar o que estou a dizer. Da primeira vez que tivemos o Ironman em Cascais, que foi há 7 anos, de acordo com os inquéritos feitos pelo Ironman a todos os atletas que fizeram Ironmans no mundo inteiro, Cascais entrou diretamente para o Top 3 dos melhores sítios para fazer Ironman. E de facto, nós pensamos eles fazem eventos no mundo inteiro como é que é possível Cascais ter entrado? E se pensarmos nadar e fazer o percurso de natação nesta mais bela baía do mundo, pegar na bicicleta que está estacionada no Hipódromo, dar a volta pelo Guincho, subir ao Cabo da Roca, vir por Sintra, entrar de bicicleta dentro da pista do autódromo e depois acabar com uma maratona a fazer a Marginal toda até Lisboa e voltar. De facto, não deve haver muitos sítios no mundo com estas características.

Para quem cá vive, quais são as iniciativas e projetos que têm sido desenvolvidos para melhorar a qualidade de vida da população?

O primeiro grande objetivo estratégico e fundamental para este mandato é conseguirmos cumprir com os objetivos que eu defini no que diz respeito à Habitação Pública Municipal. O facto de Cascais ter hoje e se afirmar hoje com toda esta qualidade de vida faz com que também o preço das casas tenha subido.

O que significa que nós temos que encontrar um equilíbrio entre todos aqueles que cá moram e todos aqueles que estão a vir para Cascais. E hoje, de facto, há uma parte da população que tem dificuldade em aceder ao mercado da habitação. Os jovens e a classe média.

E por isso nós vamos construir 3.500 habitações públicas, de forma a que os jovens e a classe média de Cascais possam, através de programas de Habitação Jovem e através de programas de Habitação Pública de Apoio e de Renda Apoiada, possam viver em Cascais, continuar a viver em Cascais, com preços e com rendas acessíveis. Eu acredito que vamos consegui-lo e este mandato já entregámos quase 300 chaves a famílias. E vamos continuar a fazê-lo.

Na área da educação, vamos inaugurar agora, dia 11 de setembro, a Escola Secundária de Cascais, foi uma escola que durante 50 anos foi provisória. Vamos inaugurar centros de saúde, requalificámos alguns e construímos de raiz outros, como é o caso de Carcavelos ou de Cascais.

São tudo obras que são uma responsabilidade do Estado Central. Quem tem que construir as escolas é o Ministério da Educação. Quem tem que construir os centros de saúde é o Ministério da Saúde.

Mas é uma questão de atitude. E eu não aceito que um município como Cascais, que tem a capacidade financeira que tem, se desculpe a dizer que não existe porque a culpa é do A ou do B. Porque, no final do dia, quem vive cá são as pessoas de Cascais, aquelas que nós queremos que fiquem para toda a vida.

E por isso a Câmara tem-se substituído constantemente na área da saúde, na área da educação, na área da segurança. Se não fossem os carros que a Câmara de Cascais dá à PSP, os polícias em Cascais andavam todos a pé. Mas, também, se não houvesse segurança, nós não seremos a capital da qualidade de vida em Portugal.

E, por isso, as pessoas às vezes “Ah, porque o IMI, o IMT e as taxas”. Eu percebo isso tudo. Mas o que nós temos que também perceber é o que nós pagamos e o que nós contribuímos está-nos ou não nos está a ser devolvido em qualidade de serviço.

O que é que sente que ainda gostaria de fazer aqui no concelho?

Para além do projeto, que vai durar, certamente, uma década de habitação pública, nós temos projetos ambiciosos na área da cultura.

Posso dizer em primeira mão que o arquiteto Souto Moura aceitou fazer o projeto do novo Museu do Mar, que vai nascer precisamente no mesmo sítio onde ele se encontra hoje.

Vamos fazer um auditório no Parque Palmela, aproveitando o palco e a infraestrutura que já lá existe, um auditório coberto para 600 pessoas, mais o balcão para 150, com fosso para a orquestra, para espetáculos de música, dança, teatro.

Vamos construir o maior parque verde urbano de Cascais. Nós adquirimos já os terrenos no final da A5, entre a Aldeia de Juso e a Areia. São 42 hectares, 6,5 vezes mais do que o maior parque urbano que existe em Cascais, que é o Parque Marechal Carmona.

Nesse espaço vamos ter espaços verdes, espaços desportivos, cafetaria, um lago e um espaço que nos permite no futuro ser também um grande espaço de eventos para Cascais, eventos musicais, eventos ao ar livre.

Vamos construir na zona mais nascente do concelho, na linha Carcavelos-São Domingos de Rana, o Cascais Arena que será um equipamento onde será possível fazer eventos musicais e desportivos de âmbito europeu ou mundial. Será uma arena com capacidade para 10, 12 mil pessoas, para eventos musicais e desportivos.

Na sua opinião, o que é que acha que faz falta em Cascais?

Há sempre coisas que fazem falta. Por exemplo, uma das coisas que eu sinto que nos faz falta para fechar todo este ciclo é o município de Cascais ter capacidade de gestão sobre algumas infraestruturas que hoje não temos, como por exemplo, o comboio. Cascais oferece a todos os seus munícipes transporte rodoviário, portanto autocarro, gratuito. Sentimos falta de poder ter essa mesma gratuidade na linha do comboio de Cascais, porque para mim a mobilidade é liberdade.

E só existe uma verdadeira mobilidade se nós também conseguirmos oferecer a gratuidade no comboio, coisa que atualmente não conseguimos fazer, mas que espero e estou a trabalhar muito para que em breve possamos ter essa possibilidade.

Este é também um ano especial para Cascais, distinguida como Capital Europeia da Democracia. O que representa este reconhecimento?

É um reconhecimento à Câmara, evidentemente, ao modelo de gestão da Câmara, mas também a todos os cascalenses.

E por isso aproveitar também a oportunidade para agradecer a todos os municípes de Cascais por tudo aquilo que fazem todos os dias. E que também contribuíram de forma decisiva para que o município no seu todo tivesse este reconhecimento, a nível da Europa, de sermos capital europeia da democracia, o que nos orgulha a todos.

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