
Ninguém dorme na capital é o novo romance de João Esteves e o segundo volume da série protagonizada pelo jornalista Leo Arendal e pela repórter fotográfica Isa Möller. Tudo começa com uma morte aparentemente isolada. O que parece ser apenas mais um caso conduz rapidamente os dois protagonistas aos bastidores do futebol português, às estruturas financeiras ocultas e aos corredores onde influência, corrupção e poder se cruzam sem deixar rasto. À medida que a investigação avança, Lisboa revela-se um território de sombras, onde a verdade raramente é aquilo que parece e onde os mecanismos invisíveis do controlo se confundem com a própria normalidade.

Com quase quatro décadas de experiência no jornalismo desportivo, João Esteves transporta para a ficção o rigor de quem passou a vida à procura de factos e o olhar atento de quem conhece os bastidores do poder. O resultado é um thriller contemporâneo de ritmo cinematográfico, onde a tensão narrativa convive com uma profunda reflexão sobre a fragilidade humana, a responsabilidade individual e o preço da verdade.
Mas Ninguém dorme na capital é também uma homenagem a Lisboa.
Nascido na cidade em outubro de 1968, João Esteves devolve-lhe nestas páginas os seus cheiros, a luz do Tejo, as colinas, os bairros antigos, as noites inquietas e as contradições de uma capital simultaneamente luminosa e melancólica. Lisboa surge não apenas como cenário, mas como uma personagem viva: uma cidade que acolhe e afasta, protege e expõe, seduz e inquieta; uma cidade que parece conhecer demasiado bem os segredos dos seus habitantes.
Depois de Ninguém sai ileso deste jogo – Sol e Sombra na Macaronésia, que conduziu os leitores por Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde, João Esteves, que reside na Apelação, regressa agora à cidade onde nasceu para construir uma história mais íntima e urbana, onde o perigo se esconde à vista de todos.
Entre o rigor jornalístico e a imaginação literária, o autor reafirma uma convicção que atravessa toda a sua obra: por detrás dos grandes acontecimentos existem sempre histórias mais complexas, mais humanas e mais incómodas do que aquelas que chegam às manchetes.