
A ópera “O Anel do Unicórnio”, de Martim Sousa Tavares, regressa à cena nos próximos dias 24 e 25, em Cascais, numa nova produção da Ópera Cascais, com nova encenação, novos cenários e figurinos.
“O Anel do Unicórnio”, com libreto de Ana Lázaro, estará em cena de 22 a 25 deste mês, no Auditório Carlos Avilez, no Edifício Cruzeiro, no Monte Estoril (Cascais), com sessões gratuitas nos dias 22 e 23, para escolas. Nos dias 24 e 25, as sessões são para famílias.
"O anel do unicórnio - Uma ópera em miniatura" estreou-se em 2021, em Loulé, numa encenação de Ricardo Neves-Neves, com direção musical de Martim Sousa Tavares.
Em Cascais, a ópera é apresentada no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Ópera, que se comemora no dia 25, sob direção de Sousa Tavares, mas com encenação de Rita Calçada Bastos, e um elenco constituído pelos cantores André Henriques e Cátia Moreso, que a estrearam, Patricia Modesto e ainda o ator Rafael Balão.
O ensemble é constituído pelos músicos Mrika Sefa (pianista), Miguel Menezes (contrabaixo e baixo elétrico), Rebeca Csálog (harpa), Leonor Soares (flauta), Helena Silva (violino) e Francisco Cipriano (percussão). A cenografia é de Daniela Cardante e os figurinos de Patricia Costa.
Para o promotor Cascais Ópera que, anualmente organiza o Concurso Internacional de Canto Lírico de Cascais, a apresentação de “O Anel do Unicórnio”, pretende “levar a ópera a novos públicos e criar, desde cedo, uma relação de proximidade com esta forma de arte”.
Em 2021, quando da estreia, em declarações à agência Lusa, Martim Sousa Tavares afirmou: "O que nós queremos é que quem venha encontre a porta aberta, que seja uma coisa agradável de ouvir e que seja a ponta de um fio que se possa puxar e vai dar a outras óperas, a música clássica. O grande desafio é que seja logo uma boa primeira experiência, porque muitas vezes a primeira experiência vai decidir todo o 'mood' da relação da pessoa com essa forma de arte, neste caso a ópera".
Por seu turnou Ana Lázaro explicou: “Já que era para cultivar novos públicos para a ópera, podia ser giro fazer uma ópera sobre a ópera. Uma família que está presa a viver dentro de uma ópera, com todos os constrangimentos que isso provoca".
A ópera conta a história de Pedro Patê, um rapaz enfadado pela sua invulgar sorte, ser filho de dois cantores de ópera, e vive ele próprio dentro de uma ópera que nunca acaba, com a música de fundo de uma orquestra que pauteia cada gesto que faz.
Musicalmente, a obra convoca referências de vários períodos e personagens conhecidas da história da ópera, como a personagem Tosca, da ópera homónima de Puccini, ou Bellini del Canto, numa referência ao compositor italiano Vicenzo Bellini (1801-1835), juntando-lhes ainda uma execução instrumental contemporânea ao misturar harpa, baixo elétrico, melódica, flauta e flautim, percussão e um "protocravo" com dois sintetizadores.