
A Amadora é o ponto de partida para um novo livro que procura mostrar uma cidade para lá dos estereótipos associados à criminalidade, aos bairros problemáticos e à ideia de dormitório da capital. “O Subúrbio, Amadora, a cidade-fronteira”, da jornalista Cátia Bruno foi lançado em setembro pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Natural da Amadora, Cátia Bruno constrói neste retrato uma visão da cidade a partir das suas memórias e das histórias de quem a habita. A obra percorre seis lugares e seis dimensões da vida urbana (economia, desporto, transportes e mobilidade, imigração, habitação e cultura) para revelar diferentes facetas do concelho.
Das antigas fábricas da Sorefame ao Estádio José Gomes, passando pela Cova da Moura e pelos espaços culturais da cidade, o livro procura acompanhar as transformações de um território marcado pela sua história operária, pela diversidade das comunidades que nele vivem e pela constante reinvenção do espaço urbano.
A autora descreve a Amadora como uma espécie de “cidade-fronteira”, condicionada pela sua localização entre Lisboa, Sintra, Odivelas e Oeiras e pelas características demográficas e históricas que contribuíram para construir uma identidade própria. A obra destaca também o facto de o concelho ser um dos mais pequenos do país, mas apresentar uma das maiores densidades populacionais.
Ao longo das 104 páginas, “O Subúrbio” procura mostrar uma Amadora que vai além das notícias sobre criminalidade e dos clichés associados aos seus bairros, dando espaço às experiências e às vozes de quem vive diariamente na cidade.