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A Comissão Europeia autorizou o Metropolitano de Lisboa a avançar com o concurso para construção da Linha Violeta após a retirada de uma empresa chinesa alvo de "subsídios injustos" de milhares de milhões do consórcio liderado pela Mota-Engil.
"O projeto de metro ligeiro Odivelas-Loures, também designado por linha Violeta, resulta de um protocolo de colaboração assinado pelo Metropolitano de Lisboa, a Câmara Municipal de Loures e a Câmara Municipal de Odivelas, a 5 de julho de 2021, para o estudo, planeamento e concretização de um projeto de expansão da cobertura intermodal da atual linha Amarela do Metropolitano de Lisboa", lembra a transportadora no seu site oficial.
Recorde-se que a Linha Violeta terá "cerca de 11,5 km de extensão, contará com um total de 17 estações (12 de superfície, 3 subterrâneas e 2 em trincheira) e um parque de material e oficinas de apoio à operação com cerca de 3,9 ha". "No concelho de Loures para além da construção do parque de material e oficinais, serão construídas nove estações que servirão as freguesias de Loures, Santo António dos Cavaleiros e Frielas, numa extensão de 6,4 km", pode ler-se.
Já "no concelho de Odivelas serão construídas oito estações que servirão as freguesias de Póvoa de Santo Adrião e Olival de Basto, Odivelas, Ramada e Caneças numa extensão total de 5,1 km".
Em comunicado divulgado em Bruxelas, o executivo comunitário indica que "autorizou o Metropolitano de Lisboa a avançar com a adjudicação do contrato para a construção e conceção da linha de metro Violeta de Lisboa, sujeito a condições ao abrigo do Regulamento dos Subsídios Estrangeiros, após uma alteração por parte do consórcio que evita qualquer distorção".