
Um capítulo singular da identidade jagoza. A Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva acolheu o lançamento da obra “A Ericeira dos Refugiados da II Guerra Mundial”, um contributo da investigadora Margarida de Magalhães Ramalho para a história e cultura locais. Ao longo destas páginas, é prestada uma homenagem aos refugiados judeus que encontraram na Ericeira um porto de abrigo, mas também à comunidade que os acolheu. A Ericeira foi um importante refúgio para cerca de 80 a centenas de refugiados judeus e outras nacionalidades (polacos, franceses, belgas) durante a Segunda Guerra Mundial, funcionando como zona de "residência fixa" entre 1940 e 1945.

Acolhidos pela comunidade local, viviam em pensões e quartos alugados sob vigilância da PVDE, marcando a história da vila com uma mistura de culturas e sinagogas improvisadas. Ericeira integrou a rede de residência fixa para os cerca de 43 mil refugiados que passaram por Portugal.
O livro pode ser adquirido nos Postos de Turismo de Mafra e Ericeira, na Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva (Ericeira), na Biblioteca Municipal de Mafra e no Complexo Cultural Quinta da Raposa (Mafra).