
Bruno Pinto, o agente da PSP que matou Odair Moniz na Cova da Moura, Amadora, em outubro de 2024, foi condenado a três anos e seis meses de pena suspensa, com o tribunal a considerar que não existiu nenhuma faca. O arguido vai recorrer. A leitura do acórdão decorreu esta segunda-feira, no Tribunal de Sintra, tendo o coletivo de juízes dado como provado a maior parte dos factos que constam na acusação do Ministério Público e, em relação à existência de um punhal, o tribunal considerou que “foi produzida prova abundante de que Odair não tinha qualquer faca“.
“Nem o colega que o acompanhava, nem as restantes testemunhas, mais ninguém viu qualquer lâmina, qualquer faca no momento em que acontecem os disparos”, disse a juíza, acrescentando que “houve uma legítima defesa, mas com excesso de meios”. Em declarações transmitidas pela RTP, Ricardo Serrano Vieira, advogado do agente da PSP, disse que irá recorrer da sentença: “Não concordámos com parte do fundamento dado pelo acórdão no que diz respeito à não credibilidade do depoimento do arguido quando diz que no momento imediatamente anterior ao disparo terá visualizado um objeto que ele assume como sendo uma lâmina.”