• Quinta-feira, 17 Setembro 2026

Porque é que a Amadora é um bom Local?

Com o Presidente da Câmara, Vitor Ferreira

Porque é que a Amadora é um bom LOCAL? Fomos tentar perceber com o presidente da Câmara Municipal, Vitor Ferreira, que nos fala sobre as principais apostas para o concelho, desde a habitação, saúde e segurança à requalificação do espaço público, mobilidade e transformação digital. Na entrevista, aborda ainda os projetos que pretende concretizar nos próximos anos e deixa o convite para descobrir uma Amadora com cada vez mais espaços verdes, cultura, património e qualidade de vida.

Porque é que é que a Amadora é um bom local para viver, visitar, trabalhar?
Primeiro a Amadora está no coração quase da área metropolitana norte. Tem excelentes acessibilidades, do ponto de vista rodoviários, ferroviários ou até de metropolitano. É uma mais-valia para quem quiser trabalhar e viver porque se pode deslocar na cidade facilmente.

E depois temos qualidade de espaço público que poucos têm. Nós temos cerca de 35 parques urbanos, de grande dimensão, que no fundo conferem espaços ambientais para as pessoas frequentarem.

Portanto, sob esse ponto de vista, mobilidade, acessibilidade, questões que se prendem com o ambiente, questões que se prendem com a requalificação do espaço público, temos feito esse esforço ao longo dos anos. Nós, ainda há poucos anos, comprámos uma das grandes quintas aqui, a quinta do Assentista, uma quinta do século XVIII, que a Câmara Municipal comprou, que está preservada exatamente como foi construída. Vai ser possível também que todos os cidadãos aqui à volta, todos os municípios possam reviver os tempos do que era uma quinta.

Quais são as principais prioridades na área da saúde?
Nas questões da saúde, nós no anterior mandato fizemos a construção de dois centros de saúde, acabámos agora o terceiro, e o nosso objetivo é construir mais dois, ou pelo menos iniciar a construção neste mandato.

Recentemente, tive uma reunião no Hospital Fernando da Fonseca com o Sr. Presidente da Câmara de Sintra e decidimos investir os dois na construção de uma creche, para os funcionários do hospital.

Entretanto, também falei com ele sobre a questão do eixo verde e azul. Temos já um entendimento sobre a quota-parte de cada um que é a linha da Ribeira de Carenque que já que está uma parte executada e, agora acaba aos municípios de Sintra e Amadora, avançar com o eixo verde e azul, até à zona de Belas, até à zona aqui junto à nascente.

DR

E ao nível de habitação qual tem sido o trabalho a ser desenvolvido?
Fomos pioneiros num programa municipal de apoio à reabilitação do parque privado, ou seja, vocês vão morar num prédio, ou têm um apartamento num prédio, a Câmara subvenciona a reabilitação das partes comuns, como, por exemplo, coberturas, fachadas, substituição de caixaria, colunas de água, colunas de eletricidade.

O ano passado, porque nos preocupa também as questões das políticas de arrendamento, lançámos um programa que é reabilitar para arrendar, ou seja, os fogos estão devolutos, não têm qualquer intervenção, ainda estão nos anos 70 ou 80, podem candidatar-se, a Câmara apoia a reabilitaçao desse fogo totalmente, desde cozinhas novas, casas de banho novas, pinturas, estores, caixilharia mas obriga a que as pessoas tenham pelo menos um contrato de arrendamento de 36 meses, ou seja, o dono da propriedade, para ser elegível, tem que garantir e apresentar logo à cabeça um contrato de arrendamento de 36 meses e só recebe 40% no final desse prazo.

A Câmara não avança com o dinheiro todo, avança só com 60% para fazer as obras iniciais e depois os 40% será no fim do contrato. Portanto, há aqui uma forma também de meter fogos que estão antigos, estão devolutos, com melhor qualidade no mercado de arrendamento.

A segurança continua a ser uma das principais preocupações na Amadora?
Temos feito muito investimento naquilo que é a segurança independentemente da perceção que passa que a cidade é insegura. Continuamos a investir no sistema de vídeo proteção. A Amadora foi pioneira no contexto do país, e hoje é uma referência também para outros municípios. São processos complicados, é preciso cumprir com uma série de requisitos, como o caso da proteção de dados, e as próprias câmaras têm fibra óptica que permite fazer um upgrade. Qualquer sítio onde está uma câmara de videoproteção tem o Wi-Fi ligado que permite às pessoas, nessas partes da cidade, terem acesso gratuito ao Wi-Fi.

Depois, como disse, temos investido muito na segurança, fruto do desinvestimento de vários governos. As esquadras, temos duas ou três esquadras, que são uma referência aui na Amadora, que não têm intervenções que garantem uma melhor qualidade de vida para quem lá trabalha, no caso os agentes da PSP, que a Câmara decidiu também intervir. Vamos fazer essa intervenção na esquadra da Reboleira, que é uma esquadra para aí dos anos 70, que nunca teve qualquer requalificação mais profunda, assim como aqui a divisão da esquadra da Mina.

E os agentes da PSP também têm que ter boas condições de trabalho. Quem consegue estar a trabalhar com um buraco no teto, a pensar que lhe vai cair até uma telha é impossível. E, portanto, cabe também aos municípios, já que a Administração Central não consegue investir nisto, e é isso que estamos a fazer, assim como que as pessoas se prendem com a mobilidade dos próprios agentes da PSP, que não têm veículos em condições. Nós já comprámos três veículos que vão ser entregues neste final de setembro.

Falou há pouco da questão das câmaras e do wi-fi. Procura-se apostar numa Amadora mais digital?
O objetivo é criar aqui cada vez mais uma cidade mais digital, mais inteligente, e hoje em dia existem ferramentas que há dois anos não haviam e esse caminho temos que fazer, porque as coisas andam todas muito rápidas. Coisas do tipo de gestão dos resíduos, aquela versão de antigamente um camião sair para fazer a rota todos os dias no mesmo contentor pode já não servir, porque hoje em dia temos sensores nos contentores.

Hoje em dia, com a sensorização, com a inteligência artificial, o camião em vez de fazer aquela rota que faz há 20 anos, que é passar por aquelas ruas todas, às vezes abre o contentor, olham e está vazio. O que é que nós andámos a fazer? Andámos a gastar combustível, andámos a contribuir para a poluição do ambiente e não fomos eficazes. Portanto, estes tais sistemas que hoje existem, permite à equipa, antes de sair do estaleiro, saber quais são os locais naquela rota que faz sentido passar.

É preciso trabalhar estas questões. A questão também do controlo da poluição, as questões ambientais que se prendem com a renovação do espaço público, questão de mais resposta àquilo que são as necessidades futuras, por exemplo, as questões da onda de calor, que cada vez se vê mais.

É preciso arranjar respostas em que as pessoas, em certos locais no espaço público, consigam ter arrefecimento, ou com repuxos, ou com sombras, é preciso trabalhar isso. Com isso também, espaços com mais sombra, mais plantação de árvores, retirar algum estacionamento onde ele não deve estar, promovendo melhores espaços públicos para todos.

Qual é a coisa que mais gostaria de fazer, que sente que faz falta aqui na Amadora?
Há duas coisas que acho que são muito importantes. Nós temos feito um trabalho também de parceria com as universidades. Acho que neste momento a grande estratégia é aquilo que já se fala desde 2002, que é a nova centralidade da cidade na zona da Quinta do Estado.

Nós falamos na zona da Quinta do Estado, mas há uma outra área que está completamente devoluta e que já desafiámos o Sr. Ministro a trabalhar, que é a área das antigas instalações da Sorefame, que é uma área enorme, que está completamente devoluta e não está a ser ocupada nem operacionalizada pelo Estado português, e que está ali à boca do metro da Reboleira e da estação da Reboleira.

A Quinta do Estado, que tem um potencial enorme, quer do ponto de vista da construção da habitação, quer do ponto de vista daquilo que eu desejo, que é um grande centro de empresas.

Outro grande objetivo é prolongar a linha da Reboleira até ao Hospital Amadora-Sintra. A linha está aqui a cerca de 1200 metros. Não faz sentido um hospital que foi projetado para 300 mil pessoas, que recebe 600 mil pessoas, que não tenha uma via de transporte direto, quando no início até estava projetado que o metro fosse até ao hospital.

E para quem não conhece a Amadora o que aconselharia a vir fazer?
Eu aconselharia a visitar os nossos parques e também, por exemplo, a Academia Militar. Eu às vezes recebo pessoas que dizem mas isto é que é a Amadora, estes parques todos, estas áreas verdes, desporto saudável ao ar livre, pavilhões desportivos que construímos, novos. Há aqui uma série de espaços, os Recreios da Amadora, por exemplo. Eu pedia às pessoas, vão ver os Recreios da Amadora.

Eu vi lá cinema quando era adolescente e hoje é uma excelente sala cultural da nossa cidade. O Estrela da Amadora, um clube que precisa de uma renovação daquele estádio, mas é um clube que tem uma memória extraordinária para a cidade da Amadora e para quem cá vive.

A Quinta da Borracha, que tem vestígios arqueológicos importantíssimos, a Quinta do Assentista que vamos agora abrir à população, que estava numa família já de 3ª ou 4ª geração, mas que quis vender e que a Câmara comprou, que no fundo retém aquilo que são as memórias de uma família burguesa que vivia nos arredores de Lisboa, que tinha os seus cultivos.

O Festival Internacional da Banda Desenhada, que é muito importante. A São Silvestre, que é uma referência, é um grande evento, é a mais antiga de Portugal Continental e que se mantém a realização a 31 dezembro.

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