
Continuam a surgir novos contornos sobre o caso que chocou o país e que culminou com a morte de uma mulher na Cruz Quebrada, em Oeiras, alegadamente às mãos do filho de 15 anos.
Segundo informações avançadas por vários órgãos de comunicação social, o adolescente encontrava-se sinalizado pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e terá pedido para ser institucionalizado, alegando viver num ambiente de violência e recear pela segurança da irmã, de apenas quatro anos.
O jovem terá denunciado que a mãe agredia frequentemente a criança e a ameaçava de morte. Para sustentar essas acusações, terá gravado vários áudios que foram entregues à CPCJ, no âmbito do processo de acompanhamento.
O pai das crianças encontra-se preso por violência doméstica, precisamente por agressões contra a mulher agora encontrada morta. Após essa situação, os dois menores ficaram a viver com a mãe, no concelho de Oeiras.
De acordo com as mesmas informações, o tribunal não deu seguimento ao pedido de institucionalização do adolescente, por considerar que este teria um comportamento manipulador. Também foi recusado o pedido de familiares para que as crianças regressassem ao Brasil e passassem a viver com familiares do lado paterno.
Há ainda a indicação de que, poucas semanas antes do homicídio, a PSP se deslocou à habitação após mais um alerta efetuado pelo jovem. No entanto, não terão sido adotadas medidas que alterassem a situação familiar.