• Terça-feira, 30 Junho 2026

INEM paga aos bombeiros 10.800 euros por ambulância a partir desta 4.ª-feira

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Cerca de 420 associações de bombeiros vão começar a receber, a partir desta quarta-feira, 10.800 euros mensais por cada ambulância de socorro pré-hospitalar, o que representa um aumento de 2.000 euros, anunciou o INEM. O presidente do instituto adiantou à Lusa que os novos valores a pagar aos parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) -- os corpos de bombeiros e a Cruz Vermelha Portuguesa -- entram em vigor depois de assegurado o reforço orçamental com esse objetivo.

"O reforço orçamental já está feito", assegurou Luís Mendes Cabral, avançando que em causa estão 30 milhões de euros para garantir o acréscimo do subsídio a pagar aos bombeiros a partir de julho, mas também para acomodar nas contas do INEM os aumentos que já tinham sido feitos em 2025. Em causa está um subsídio mensal fixo para compensar a disponibilidade e os encargos com a tripulação de cada ambulância, chamadas de Postos de Emergência Médica (PEM), disponíveis 24 horas e que asseguram cerca de 90% do socorro pré-hospitalar prestado no país.

Em 2025, este subsídio aos bombeiros e à Cruz Vermelha passou de 6.690 euros para 8.760 euros por mês por cada ambulância, um acréscimo de despesa que o INEM não tinha conseguido acomodar com as verbas próprias até ser concretizado o reforço orçamental de 30 milhões. Este ano, o valor do subsídio voltou a aumentar para os 10.800 euros mensais por cada uma das 520 ambulâncias que integram o SIEM.

Além do aumento do subsídio fixo, os restantes subsídios variáveis previstos nos protocolos estabelecidos entre o INEM e as associações de bombeiros, destinados a pagar despesas como os quilómetros percorridos e o material disponível nas ambulâncias, serão atualizados de acordo com a inflação, adiantou Luís Mendes Cabral. O presidente do instituto disse ainda que a parte financeira já está fechada com a Liga dos Bombeiros Portugueses, faltando acertar alguns pontos de natureza técnica, prevendo que o acordo entre as duas partes possa ser assinado em breve, seguindo-se, depois, o processo de atualização dos protocolos com cada associação de bombeiros que integra o SIEM.

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