
A primeira edição do evento “Eu provo Trás-os-Montes” junta a 30 de maio, em Oeiras, mais de 100 vinhos de 22 produtores e a gastronomia transmontana, anunciou, esta sexta-feira, a Comissão Vitivinícola Regional.
“Mais do que provar vinhos, queremos dar a conhecer as histórias, os produtores, as castas autóctones, a gastronomia e a identidade única de um território que continua a surpreender quem o descobre”, afirma citada em comunicado, Ana Alves, presidente da direção da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) de Trás-os-Montes, que tem sede em Valpaços, distrito de Vila Real.
A responsável explica que o "Eu Provo Trás-os-Montes" nasce “com a ambição de aproximar a região do público da Área Metropolitana de Lisboa através de uma experiência verdadeiramente imersiva”.
A 30 de maio, o Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, recebe esta primeira edição do evento que vai reunir 22 produtores da região e terá mais de 100 vinhos em prova.
“Dos vinhos de altitude aos vinhos de perfil de montanha, das vinhas velhas aos históricos lagares rupestres escavados na rocha há mais de dois mil anos, o ‘Eu Provo Trás-os-Montes’ pretende afirmar a singularidade de uma região marcada pela autenticidade, pela preservação das suas castas autóctones e pela forte ligação entre território, património e vinho”, adianta a CVR.
Em destaque estarão castas como tinta amarela, bastardo, gouveio ou códega-do-larinho, entre outras, nesta mostra que quer evidenciar “a diversidade vínica transmontana, desde referências de entrada de gama até vinhos topo de gama, refletindo diferentes estilos, altitudes, terroirs e interpretações dos produtores”.
A CVR disse que, mais do que uma grande prova de vinhos, o evento foi concebido como uma “experiência imersiva na região, permitindo ao público degustar, conhecer e adquirir vinhos diretamente junto dos produtores, num ambiente descontraído, sofisticado e profundamente ligado à essência transmontana”.
Paralelamente, decorrerão masterclasses temáticas orientadas pelos próprios produtores, que irão partilhar histórias, práticas e conhecimento sobre o território e os vinhos da região.
As sessões abordarão os temas: altitude e montanha - a identidade das três sub-regiões de Trás-os-Montes, vinhas velhas e lagares rupestres - mais de 2.000 anos de história esculpidos na pedra e castas autóctones - o ADN vínico de Trás-os-Montes.
A gastronomia terá também um papel de destaque, com a presença dos ‘chefs’ transmontanos Justa Nobre e Vítor Adão, que irão cozinhar a partir de produtos endógenos da região, como carnes, enchidos, queijos, azeites e outros produtos de Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP) de Trás-os-Montes.
Lusa