
O Teatro dos Aloés estreia esta sexta-feira, 20 de março, nos Recreios da Amadora, a peça A Morte e a Donzela, do dramaturgo argentino Ariel Dorfman.
A narrativa acompanha Paulina Salas, uma ex-ativista que foi sequestrada e torturada durante o regime militar, e Gerardo Escobar, um reputado advogado e defensor dos direitos humanos, que formam um casal ainda marcado pelos traumas do passado, anos depois do fim da ditadura.
O enredo ganha novo rumo quando Paulina encontra Roberto Miranda — o homem que acredita ter sido o mais cruel dos seus torturadores — a dormir na sua própria casa. Convencida da sua identidade, decide julgá-lo por conta própria, apesar da oposição do marido.
A partir desse incidente, desenvolve-se um intenso debate político e psicológico sobre moralidade, justiça e humanidade, questionando também o que faria o público se estivesse no lugar da protagonista.
Com versão e tradução de João Lourenço e Vera San Payo de Lemos, e encenação de Jorge Silva, o espetáculo conta com interpretações de Graciano Amorim, Nuno Nunes e Patrícia André.
“A Morte e a Donzela” estará em cena até 29 de março, com apresentações às sextas-feiras, sábados e segundas-feiras às 21h00, e aos domingos às 16h00.
Nos dias 22 e 29 de março, estão previstas conversas com o público após o espetáculo.