
O amadorense Vasco Vilaça conquistou, este sábado, a sua primeira vitória em etapas do Mundial de triatlo, em Samarcanda, no Uzbequistão, após uma dezena de pódios.
Vasco Vilaça concluiu a primeira das nove provas da edição de 2026 do Campeonato do Mundo em 01:43.33 horas, impondo-se ao alemão Henry Graf, segundo classificado a quatro segundos, e ao canadiano Charles Paquet, terceiro a oito.
Após a prova, o triatleta luso, de 26 anos, confessou que perseguia este resultado há muito tempo.
"Estava à espera desta vitória há muito tempo. Já tive provas em que estive em excelente forma e nunca consegui, mas hoje, embora tenha sofrido bastante, dei o meu melhor", afirmou.
Vilaça explicou que a vitória resultou de um esforço "mais mental do que físico", tendo optado por uma postura "mais tática" para acompanhar os adversários, que se apresentaram "muito fortes".
Para o atleta do Benfica, que no mês passado tinha vencido a Taça da Europa de Quarteira, a gestão do calor foi um dos maiores desafios em Samarcanda.
"Não sei se foi do calor, mas estava a sofrer bastante e a lutar contra a temperatura. Tentei chegar à frente do grupo de ciclismo, o que foi muito difícil, mas dei o meu melhor", descreveu.
Vilaça tomou a dianteira na parte final da corrida, mas, mesmo assim, nos últimos metros disse ter sentido a pressão da perseguição de Graf e Paquet.
"O Henry estava a fazer uma corrida muito forte e a puxar por mim. Na primeira e segunda voltas tentei chegar à frente, mas depois comecei a ficar muito cansado.
No final, quase fechei os olhos e dei tudo o que tinha", concluiu Vilaça, terceiro no Mundial de 2025.Vilaça somou hoje o seu 10.º pódio em etapas do Mundial - nove individuais e um nas estafetas mistas -, entre os quais oito segundo lugares, destes um em estafetas, e dois terceiros.
Natural da Amadora, onde nasceu em dezembro de 1999, Vasco Vilaça iniciou-se no desporto pela ginástica aos três anos, mas foi o exemplo de Vanessa Fernandes que o motivou a seguir o triatlo.
Com este triunfo, Vilaça quebra um jejum de vitórias portuguesas que durava desde 2012, ano em que João Silva venceu em Yokohama, após já ter conquistado a etapa japonesa em 2011.
Lusa