• Segunda-feira, 3 Agosto 2026

Presidente da Câmara de Odivelas contesta decisão do Governo de excluir a solução “em laço” no Metro de Lisboa

O presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins, manifestou "profunda preocupação" e classificou como "inaceitável" a decisão do Governo de excluir a solução "em laço" para o funcionamento da Linha Amarela do Metro de Lisboa, conhecida através de uma notícia publicada pelo jornal Público.

Em comunicado, o autarca considera que a decisão contraria os compromissos assumidos por anteriores governos, recordando que sucessivos ministros da tutela e o então primeiro-ministro garantiram publicamente que seria assegurada a partilha da Linha Amarela, pelo menos nos períodos de maior procura. Sublinha ainda que os estudos técnicos entretanto realizados demonstram que essa solução é viável.

O presidente da Câmara de Odivelas critica igualmente a mudança de posição do PSD, lembrando que o partido defendeu, ao longo dos últimos anos, a solução "em laço" em diferentes órgãos autárquicos e na Assembleia da República, através de declarações públicas, projetos de lei, moções e recomendações.

Relativamente ao argumento do Governo de que a solução implicaria um investimento adicional de cerca de 10 milhões de euros, o autarca considera que este valor representa apenas uma pequena fração do investimento global previsto para a expansão do Metro de Lisboa e que não pode justificar uma decisão que, afirma, irá prejudicar diariamente a mobilidade de milhares de utentes.

No comunicado, lamenta ainda ter tomado conhecimento da decisão através da comunicação social, revelando que desde novembro do ano passado aguarda uma resposta do ministro das Infraestruturas ao ofício que enviou para esclarecer se o Governo iria cumprir os compromissos assumidos relativamente à Linha Amarela.

O presidente da autarquia reforça que a solução "em laço" é apoiada por diversos especialistas e que a sua viabilidade técnica já foi demonstrada, considerando que a decisão agora conhecida é de natureza política e terá impacto negativo para milhares de utilizadores da zona norte da Área Metropolitana de Lisboa e da própria cidade de Lisboa.

Garantindo que não se conforma com esta decisão, o autarca assegura que o Município de Odivelas continuará a desenvolver todas as diligências ao seu alcance para defender uma solução que sirva melhor os odivelenses e os restantes utilizadores da Linha Amarela.

"O que está em causa é uma questão de mobilidade, qualidade de vida e justiça para milhares de cidadãos, mas também de respeito pelos compromissos públicos assumidos", conclui o comunicado.

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