• Quinta-feira, 11 Junho 2026

Oeiras recebe grande festival de piano em julho e agosto

A IX edição do Festival Internacional de Piano de Oeiras (FIPO) vai decorrer entre 5 de julho e 2 de agosto, no Auditório Ruy de Carvalho, em Carnaxide, no concelho de Oeiras, apresentando um programa reforçado com seis concertos e alguns dos mais prestigiados pianistas da atualidade.

A abertura está marcada para 5 de julho com a diretora artística do FIPO, Teresa da Palma Pereira, que apresentará o recital “Poema”, inspirado na obra homónima do compositor arménio Arno Babajanian e associado ao lançamento do seu novo álbum.

Segue-se Anna Federova (12 de julho), Alexei Volodin (19 de julho) e Alim Beisembayev (26 de julho). O mês de agosto fecha o certame com duas grandes atuações: Yoav Levanon a 1 de agosto e Rafal Blechacz a 2 de agosto.

“É um programa magnífico que teve de incluir um sexto concerto para corresponder à procura cada vez maior do público”, afirma a diretora artística do FIPO, Teresa da Palma Pereira. “As plateias vão voltar a juntar uma mistura de melómanos de todas as idades, jovens profissionais em início de carreira e músicos amadores, criando um ambiente de grande identificação com as execuções dos artistas ao longo dos recitais”.

Todos os concertos têm início às 18h00 e a entrada é gratuita, mediante inscrição prévia.

Paralelamente aos concertos, decorrerão masterclasses internacionais na Academia de Música Flor da Murta, em Paço de Arcos, orientadas por Teresa da Palma Pereira e Anna Fedorova, reunindo jovens pianistas de várias nacionalidades.

Um dos momentos mais aguardados será a homenagem a Maria João Pires, eleita Personalidade Musical do Ano 2026 pela Academia de Música Flor da Murta. A pianista portuguesa receberá a distinção durante o concerto de encerramento, a 2 de agosto, numa celebração da sua carreira internacional e do seu contributo para a música clássica.

“A arte de Maria João Pires é tão excecional que nos faz esquecer que o piano é apenas um instrumento que produz sons”, afirma Teresa da Palma Pereira. “A sua execução é profunda e faz-nos experimentar a simplicidade da perfeição”, conclui a diretora artística do FIPO. “É uma artista pura e simplesmente incomparável”.

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