
O Farol do Cabo da Roca, um dos mais emblemáticos marcos da costa portuguesa, inicia um novo capítulo da sua história com a abertura do Centro Interpretativo do Farol do Cabo da Roca, que recebe os primeiros visitantes já esta quinta-feira, 23 de julho, após ter sido inaugurado oficialmente esta quarta-feira.
O projeto resulta de uma parceria entre a Parques de Sintra e a Direção-Geral da Autoridade Marítima – Direção de Faróis, representando um investimento superior a 1,6 milhões de euros. O novo espaço pretende dar a conhecer a história de um dos faróis mais antigos de Portugal, em funcionamento há mais de 250 anos, bem como destacar a importância da sinalização marítima e a riqueza paisagística do ponto mais ocidental da Europa continental.
Além do Centro Interpretativo, os visitantes passam a dispor de uma área para exposições temporárias, loja e cafetaria, podendo ainda escolher entre duas modalidades de visita.
A Visita Essencial, com um custo de 5 euros, permite explorar livremente o Centro Interpretativo, o pátio exterior com vista sobre o Oceano Atlântico e a Serra de Sintra, bem como usufruir da cafetaria.
Já a Visita Panorâmica inclui, além destes espaços, o acesso acompanhado à varanda panorâmica do farol, proporcionando uma vista privilegiada sobre as falésias, a costa e o Atlântico. Os bilhetes custam 10 euros para adultos, 7,50 euros para seniores (65+) e 5 euros para jovens entre os 6 e os 17 anos.
Os bilhetes podem ser adquiridos aqui.

A inauguração contou com a presença do Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra, Francisco Duarte.
Na sua intervenção, o Ministro da Defesa Nacional defendeu que é fundamental olhar o mar como uma “prioridade estratégica”, nomeadamente ao nível da salvaguarda do património, que é um “esforço de muitas frentes”. Nuno Melo definiu este projeto como “um exemplo virtuoso em torno de um compromisso comum e quando assim é ganham todos: a manutenção das estruturas (…), a cultura, o ambiente (…), o património. Todos são beneficiados, com a garantia adicional de que o Farol do Cabo da Roca continua a ser um ponto de referência.”
Por seu turno, Maria da Graça Carvalho afirmou que este é um momento importante na história do Farol do Cabo da Roca, que “assume também o papel de ligação entre o oceano e a pérola nacional que é o Parque Natural Sintra-Cascais”, ponto de charneira entre os ecossistemas marinho e terrestre. “Esse é o espírito que estamos a incutir no Plano Nacional de Restauro, uma perfeita simbiose entre os vários ecossistemas”, acrescentou a Ministra do Ambiente e Energia. Elogiando a excelência e o rigor das entidades promotoras do projeto, a governante concluiu: “o Farol está bem entregue”.
João Sousa Rego, Presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, sublinhou que este projeto de recuperação e de implementação de um Centro Interpretativo e de novos espaços de acolhimento só foi possível graças à cooperação entre a empresa e a Autoridade Marítima Nacional, tendo implicado um investimento superior a 1,6 milhões de euros. “Queremos que quem chega ao Cabo da Roca não encontre apenas um lugar extraordinário para observar o Atlântico. Queremos que perceba onde está, reconheça os valores naturais que o rodeiam e descubra um território muito mais vasto: onde os palácios conduzem à Serra, o património cultural ajuda a interpretar a paisagem e o contacto com a natureza desperta a responsabilidade de a proteger”, explicou o responsável.
Nesta cerimónia, o Contra-almirante José Diogo Pessoa Arroteia, Diretor-Geral da Autoridade Marítima Nacional realçou a importância de conciliar a missão primária do Farol do Cabo da Roca, ou seja, o “assinalamento marítimo, essencial à segurança da navegação”, com a abertura ao público. Reiterou, igualmente, que foi o esforço conjunto desta entidade e da Parques de Sintra que permitiu a “valorização de um património edificado e paisagístico de valor incomparável, que passa agora a abrir-se de forma organizada e sustentável ao conhecimento e à fruição pública”.
