• Segunda-feira, 14 Setembro 2026

Nãm investe um milhão euros em nova fábrica de cogumelos em Odivelas

A Nãm investiu cerca de um milhão de euros na nova fábrica de cogumelos em Odivelas, permitindo elevar a capacidade de produção para 150 toneladas anuais, dez vezes mais face à produção da anterior.

A nova unidade, a Nãm Fungi Factory, representa um investimento global de cerca de um milhão de euros e permitirá à empresa produzir 150 toneladas de cogumelos por ano, segundo o fundador da Nãm, Natan Jacquemin.

O fundador da ‘startup’ falava aos jornalistas na inauguração da Nãm Fungi Factory, uma unidade de produção que transforma borras de café em cogumelos, do Grupo Nabeiro-Delta Cafés e da Nãm, que decorreu hoje em Odivelas, Lisboa.

O presidente executivo (CEO) do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, disse aos jornalistas que a capacidade representa um aumento de cerca de dez vezes face à produção da anterior.

A estratégia passa agora por ganhar escala e acelerar o crescimento do negócio, sobretudo através do reforço da capacidade de servir clientes de retalho.

“O nosso objetivo é ganhar escala e podermos, sobretudo nesta fase, acelerar o ritmo de crescimento do negócio”, afirmou Rui Miguel Nabeiro, acrescentando que a rentabilidade continua a ser uma premissa essencial para o projeto.

“Não há sustentabilidade ambiental se não houver sustentabilidade económica, porque os projetos morrem”, salientou.

A nova fábrica, com uma área de 2.000 metros quadrados, foi projetada para produzir cerca de 150 toneladas de cogumelos frescos por ano, face às cerca de 48 toneladas anteriormente produzidas, permitindo reaproveitar cerca de 150 toneladas de borras de café por ano. Está prevista a criação de 20 postos de trabalho diretos.

O projeto nasceu há sete anos e assenta na transformação de borras de café em cogumelos, num modelo de economia circular.

A nova unidade funciona com 100% de energia solar para autoconsumo e permite reutilizar e recircular cerca de 80% da água usada no processo produtivo.

Para Rui Miguel Nabeiro, o projeto representa uma oportunidade para transformar um resíduo do negócio do café num subproduto com valor económico, conciliando crescimento, inovação e sustentabilidade.

Segundo o CEO, a borra proveniente das operações de 'vending' da Delta é particularmente adequada ao processo por ser mais limpa e permitir acelerar a produção.

Neste sentido, a expansão internacional não é, nesta fase, a principal prioridade.

“A nossa ambição hoje passa muito mais por crescer em Portugal”, afirmou Rui Miguel Nabeiro, apontando para a possibilidade de criar unidades ou 'hubs' semelhantes noutras cidades portuguesas.

A empresa dispõe atualmente de uma pequena operação de 'vending' em Espanha, pelo que uma futura extensão internacional do projeto não está excluída, mas dependerá do crescimento das operações que asseguram o fornecimento de borra de café.

Do lado da Nãm, Natan Jacquemin adiantou que a empresa é já rentável e pretende reforçar a presença no retalho, depois de uma primeira fase de forte aposta na restauração, sobretudo em Lisboa, Cascais e Setúbal.

“Queremos também focar-nos muito no retalho para dar a conhecer a marca a toda a gente”, afirmou o fundador.

A Nãm integra a Delta Ventures, aceleradora e incubadora de 'startups' do Grupo Nabeiro, criada em 2020.

Segundo Rui Miguel Nabeiro, a Nãm deverá ultrapassar este ano um milhão de euros de faturação, enquanto a Delta já superou, pela primeira vez, os 700 milhões de euros.

A nova Nãm Fungi Factory foi inaugurada hoje em Odivelas, em Lisboa, um projeto que pretende demonstrar ser possível produzir alimentos em escala dentro das cidades, aproveitando recursos locais e reduzindo o impacto ambiental associado à produção alimentar.

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