• Quinta-feira, 22 Outubro 2026

Palácio de Queluz revela aposentos onde D. Carlota Joaquina viveu os últimos anos e morreu

A investigação da Parques de Sintra permitiu descobrir os aposentos onde a rainha D. Carlota Joaquina viveu os últimos anos de vida e morreu, no Palácio Nacional de Queluz. O espaço, localizado junto à emblemática Sala do Trono, abriu ao público a 20 de outubro, com um novo projeto museográfico dedicado à monarca.

O percurso integra cinco salas que revelam a intimidade, os hábitos e os gostos da rainha através de móveis, pinturas e objetos que lhe pertenceram. Os visitantes podem conhecer a Sala de Entrada, a Ante-Câmara, o Oratório, o Quarto de Dormir e o Camarim, antigo espaço de estar privado da monarca.

A nova exposição apresenta também peças recentemente adquiridas pela Parques de Sintra, algumas das quais são mostradas ao público pela primeira vez. Entre elas está uma cruz-relicário do Santo Lenho, com uma representação da “Pietà”, de Miguel Ângelo, que pertenceu à rainha e regressou ao palácio quase 200 anos depois de ter sido vendida em leilão.

O espaço inclui ainda um retrato de D. Carlota Joaquina, da autoria de Luis de la Cruz y Ríos, que a representa nos últimos anos de vida, e uma pintura de D. Miguel I, seu filho, atribuída a João Baptista Ribeiro. A exposição conta também com duas obras emprestadas pelo Museu Nacional Machado de Castro, que nunca tinham sido apresentadas ao público.

O projeto representa um investimento de cerca de 150 mil euros, destinado à conservação, ao restauro, à aquisição de peças e à museologia.

Nascida em Espanha, em 1775, D. Carlota Joaquina chegou a Portugal aos dez anos para casar com o infante D. João, futuro rei D. João VI. O Palácio de Queluz marcou várias etapas da sua vida, desde a infância até aos últimos anos, tendo sido também o local onde nasceram sete dos seus nove filhos.

A investigação permitiu esclarecer que a rainha passou os últimos anos numa ala do piso térreo, junto à Sala do Trono, e que foi nesse espaço que morreu, aos 54 anos. Esta conclusão contraria a informação, frequentemente divulgada, de que o falecimento teria ocorrido no Pavilhão Robillion.

Com a abertura dos aposentos, a Parques de Sintra pretende aprofundar o conhecimento sobre a história do monumento e aproximar os visitantes da dimensão pessoal de uma das figuras mais controversas da história luso-brasileira.

Artigo Anterior
Amadora aprova investimento de mais…

Relacionados