
A Câmara de Cascais aprovou a revisão do contrato de concessão dos serviços de água e saneamento, que prevê uma redução até 25% das tarifas nos consumos essenciais e 72,6 milhões de euros em investimento, anunciou a autarquia.
Em comunicado, o município do distrito de Lisboa refere que a revisão do contrato reduz em 25% a tarifa variável da água e saneamento nos dois primeiros escalões de consumo doméstico e em 17% a tarifa fixa dos contadores domésticos.
Segundo a autarquia, a medida permitirá uma poupança estimada entre sete e 10 euros por mês para um agregado familiar, o equivalente a 84 a 120 euros por ano, e fará de Cascais o segundo concelho com a água mais barata da Área Metropolitana de Lisboa.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes (PSD), explicou que a medida “concretiza o compromisso assumido pelo executivo municipal de reduzir os encargos das famílias” do município e “aliviar o custo dos serviços essenciais”.
"Assumimos o compromisso de reduzir os custos do dia-a-dia dos cascalenses. Esta revisão do contrato permite baixar significativamente o preço da água para os consumos essenciais, reforçando o apoio às famílias e reforçando a qualidade das redes e do serviço", afirmou o autarca.
Nuno Piteira Lopes sublinhou que esta revisão garante a realização de investimentos importantes na rede de abastecimento de água e saneamento, “preparando Cascais para os desafios colocados pelo crescimento do concelho, pelos períodos de seca e pelas alterações climáticas”.
Entre as intervenções previstas estão a renovação de coletores nas zonas de Murches, Parede e Amoreira, bem como a intervenção no antigo reservatório de Matos Cheirinhos.
O concelho de Cascais é abastecido pela empresa Águas de Cascais, que serve, em regime de contrato de concessão, cerca de 120.000 clientes.
A empresa Águas de Portugal tem como acionistas a Aquapor Serviços SA (50%) e a AGS – Administração e Gestão de Sistemas de Salubridade (50%).
Lusa