
Realizou-se, na Quinta Condes de Valadares, um pequeno-almoço imobiliário que reuniu Autarquia de Loures, promotores, investidores e especialistas do setor para a apresentação do estudo "Acessibilidade à Habitação em Portugal" e para o debate sobre a realidade imobiliária no concelho, os desafios da habitação acessível e as oportunidades de investimento.
Na abertura da sessão, o autarca Ricardo Leão sublinhou a pressão no mercado habitacional e defendeu o aumento da oferta como resposta central ao problema. “Sou daqueles que acredita que é necessário mais oferta”, afirmou. Ricardo Leão evidenciou também o programa municipal de apoio ao arrendamento, que já abrange cerca de 1.500 famílias, com apoios mensais entre 100 e 150 euros, destinados a reduzir a taxa de esforço das famílias e a aliviar encargos com a habitação. Ricardo Leão sublinhou o reforço deste programa, assumindo o compromisso de duplicar o investimento para 2 milhões de euros até ao final do mandato, numa resposta direta à pressão sentida no mercado habitacional. Foi ainda salientado “o crescimento da receita de IMT no concelho, que passou de 17 milhões de euros em 2021 para 45 milhões de euros em 2025” indicador que está associado ao dinamismo económico e imobiliário do território. No mesmo contexto, destacou o lançamento de 200 novos fogos municipais destinados à habitação acessível, dirigidos sobretudo a jovens e à classe média.

Este modelo de arrendamento público com caráter temporário e rotativo, irá permitir que mais famílias tenham acesso ao programa ao longo do tempo. O programa garante entrada no mercado habitacional, mas sujeitas revisões periódicas da situação dos agregados, com o objetivo de promover mobilidade e renovação do acesso à habitação.
Na mesa-redonda dedicada ao desenvolvimento da habitação acessível, que contou com 𝘴𝘵𝘢𝘬𝘦𝘩𝘰𝘭𝘥𝘦𝘳𝘴 do mercado imobiliário, o vereador Nuno Dias destacou que os dados apresentados confirmam a pressão sentida pelas famílias no acesso à habitação. “Estas apresentações demonstraram aquilo que já sentíamos. O custo de vida habitacional da população de Loures é elevado”. O vereador defendeu ainda a articulação entre setor público e privado como fator essencial para acelerar respostas e aumentar a oferta disponível no concelho. A sessão contou com a participação de autarcas, promotores e especialistas do setor, num debate centrado na resposta à crise da habitação e na definição de caminhos para aumentar a oferta e reforçar a acessibilidade no mercado habitacional.