• Quinta-feira, 23 Abril 2026

Sporting resiste no Dragão e garante presença no Jamor

Os leões foram ao Dragão fazer a festa da passagem à terceira final consecutiva no Jamor

O Sporting CP assegurou a qualificação para a final da Taça de Portugal depois de um empate sem golos frente ao FC Porto, num Clássico disputado no Estádio do Dragão que ficou marcado pela intensidade, várias lesões no lado leonino e um desfecho decidido nos instantes finais.

A equipa orientada por Rui Borges entrou em campo com a vantagem trazida da primeira mão e mostrou desde cedo que estava preparada para sofrer. Já os azuis e brancos, obrigados a correr atrás do prejuízo, assumiram as despesas do jogo desde o apito inicial, pressionando alto e tentando desmontar a organização defensiva adversária.

Apesar da entrada mais agressiva dos portistas, foi o Sporting a sofrer o primeiro revés, com Gonçalo Inácio a sair lesionado ainda nos minutos iniciais, obrigando a uma alteração precoce. O encontro manteve-se equilibrado durante a primeira parte, com poucas oportunidades claras, embora os dragões tenham ameaçado com maior insistência, nomeadamente através de combinações rápidas que criaram algum perigo junto da baliza defendida por Rui Silva.

Luís Suárez esteve em destaque na frente atacante leonina

Do outro lado, os leões apostaram em transições e lances de bola parada, mas revelaram dificuldades em criar situações de finalização. Ainda assim, conseguiram manter o nulo até ao intervalo, muito por mérito da sua organização defensiva e da falta de eficácia portista nos momentos decisivos.

A segunda metade trouxe mais do mesmo: um FC Porto dominante em posse e iniciativa, e um Sporting remetido ao seu meio-campo, a tentar gerir o resultado. As dificuldades físicas começaram a notar-se na formação lisboeta, sobretudo após uma sequência exigente de jogos, e as lesões continuaram a condicionar as opções no banco.

Com o passar dos minutos, os dragões intensificaram a pressão, lançando novas unidades ofensivas na tentativa de chegar ao golo que levaria a eliminatória para outro desfecho. Ainda assim, a defesa leonina foi resistindo, com cortes decisivos e intervenções seguras do seu guarda-redes.

O momento que acabou por marcar a reta final surgiu já perto do fim, quando Alan Varela viu cartão vermelho direto, após revisão do VAR, deixando o FC Porto reduzido a dez jogadores numa fase crítica da partida.

Nos descontos, o jogo ganhou contornos dramáticos. Primeiro, Diogo Costa evitou o golo do Sporting com uma defesa de grande nível. Mas seria do outro lado que surgiria o momento decisivo: já para lá dos 90 minutos, Rui Silva protagonizou uma intervenção extraordinária, negando o golo a Terem Moffi e garantindo o empate que selou a qualificação leonina.

Com este resultado, o Sporting confirma a presença no Estádio Nacional do Jamor, onde irá defender o troféu, coroando uma eliminatória marcada pelo sofrimento, pela resiliência e pela eficácia defensiva.

Texto: RICARDO PINHEIRO JORGE
Imagens: FRANCISCO SILVA

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