
Os alunos de engenharia aeroespacial da Universidade Nova de Lisboa começaram este mês a ter aulas no aeroporto de Cascais, em Tires, onde podem aprender a construir peças para um avião, anunciou, esta quinta-feira, a instituição.
"Neste ano letivo, os alunos de Engenharia Aeroespacial, a área de conhecimento com média mais alta de Portugal, vão trabalhar em hangares, oficinas e laboratórios, com veículos espaciais e aeronaves de pequena e média dimensão", adianta em comunicado conjunto a Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade NOVA de Lisboa e a Câmara Municipal de Cascais.
Na passada quinta-feira foi o dia em que a FCT e a Câmara de Cascais inauguraram o “aeroporto universitário”, mas desde 4 de outubro que os alunos de licenciatura e mestrado têm aulas no aeroporto de Cascais.
Sobre as aulas, o coordenador da licenciatura de engenharia aeroespacial da FCT, Duarte Albuquerque, disse hoje à Lusa que as aulas decorrem num hangar (estrutura construída para abrigar aeronaves) do aeroporto.
"Estamos ao lado de helicópteros, estamos ao lado de aviões e vemos [as aeronaves] à escala real", observou Duarte Albuquerque.
De acordo com o responsável, todas as quartas-feiras 30 alunos de mestrado têm uma aula em que observam os aspetos geométricos de uma aeronave e tentam perceber o que é preciso fazer para melhorar o aparelho.
Já às sextas-feiras, outros 30 estudantes de licenciatura vão a uma aula onde têm de desenhar e construir uma peça de uma aeronave.
No próximo semestre, o coordenador espera que possam ser ministradas mais de duas aulas por semana.
Apesar de ter sido cedido um hangar para os alunos terem aulas, o objetivo é ter salas de aulas próprias, segundo Duarte Albuquerque.
Duarte Albuquerque acrescentou ainda que o objetivo a longo prazo, a 10 anos, é que seja construída uma residência e salas de aulas para os alunos e fazer com que a engenharia de aeroespacial seja ensinada "completamente no Aeroporto de Cascais".
Este projeto, designado NOVA Aerospace, resultou de um investimento de 50 milhões de euros entre a FCT e a Câmara Municipal de Cascais.