• Quarta-feira, 28 Outubro 2026

Alfragide inaugura escultura que lembra a importância de nunca deixar de brincar

Foi inaugurada no passado sábado, em Alfragide, a escultura “Homo Ludens — O Homem que Brinca”, da autoria do artista plástico Robert Panda. A nova instalação artística pretende transmitir uma mensagem a todas as gerações, lembrando que crescer não significa perder a espontaneidade, a alegria e a vontade de brincar.

A obra representa duas figuras antropomórficas amarelas a recriar uma das brincadeiras mais tradicionais da infância: o salto ao eixo. A escultura está localizada na Rua Alberto Aldim, junto à Estrada de Alfragide e nas proximidades de um parque infantil, num espaço que era até agora pouco utilizado e conhecido pela população.

A cerimónia de inauguração contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira, e do presidente da Junta de Freguesia de Alfragide, António Paulo, além de outros representantes autárquicos.

O projeto foi desenvolvido por iniciativa da Junta de Freguesia de Alfragide, depois de Robert Panda ter apresentado a proposta no ano passado. A ligação do artista à freguesia, onde já residiu, confere um significado especial à intervenção, que passa agora a integrar o património artístico e cultural local.

Enquanto a componente escultórica ficou a cargo do artista, a Junta de Freguesia assegurou a conceção e construção da base de assentamento, utilizando desperdícios de mosaicos brancos e argamassa amarela, numa solução inspirada em algumas obras do arquiteto Antoni Gaudí.

Para além de valorizar o espaço público e aproximar a arte dos habitantes, a instalação pretende despertar a reflexão sobre a importância de preservar a imaginação e a alegria ao longo da vida. À medida que crescem, os adultos tendem a assumir mais responsabilidades e preocupações, deixando muitas vezes para trás a espontaneidade característica da infância.

Com a nova escultura, a autarquia pretende também criar um ponto de interesse junto ao parque infantil, estabelecendo uma ligação entre a arte, a infância e o convívio entre gerações.

A mensagem da obra é resumida pelo próprio artista numa frase: “crescer não devia significar deixar de brincar”.

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