• Sexta-feira, 22 Maio 2026

Porque é que Loures é um bom LOCAL?

Com o Presidente da Câmara, Ricardo Leão

Porque é que Loures é um bom Local para viver, visitar, trabalhar, etc. Fomos perceber com quem conhece o concelho muito bem: Ricardo Leão, Presidente da Câmara de Loures, pela segunda vez, nascido em Sacavém e atualmente a viver em Santa Iria. Os eventos, a gastronomia, o que não pode deixar de visitar e ainda o trabalho que está a ser desenvolvido pelo Presidente naquele que é o segundo mandato à frente da Câmara de Loures.

O que torna Loures um bom concelho?

Primeiro, para se conhecer bem, é preciso explicar que o Loures é o sexto maior concelho do país. Aqui vivem cerca de 210 mil pessoas. É um concelho muito complexo na sua gestão, mas a sua diversidade é uma riqueza. Nós estamos a falar de um concelho que praticamente são dois concelhos.

Temos uma zona oriental densamente urbana. Estou a falar de zonas como Sacavém, Moscavide, Portela, Camarate, Pior Velho, Santa Iria, São João da Talha, Bobadela, Loures e Santo António dos Cavaleiros. E depois temos esta zona norte com um pendor mais rural. Tipo Fanhões, Lousas, Bucelas e Tojal.

Isso leva que as políticas sejam muito direcionadas para as freguesias, porque elas são muito diferentes. Portanto, isso torna mais complexa a gestão, mas torna mais aliciante, desafiante e cria outras oportunidades que tornam o concelho de Loures mais rico do que outros concelhos aqui à volta.

É um concelho que no mandato passado, e este mandato em particular, encertámos muitos esforços em várias vertentes. A primeira é uma visão nova que introduzi para o concelho de que nós queremos fazer parte da solução de todos os problemas que afetam a vida das pessoas, independentemente de quem for a sua responsabilidade. E foi um salto muito coletivo que demos na resposta de serviços públicos essenciais para a população.

Quais são, neste momento, os principais desafios ainda existentes no acesso à saúde?

Nós tínhamos uma rede de saúde primária muito escassa. Eu, desde que iniciei funções, já inaugurei quatro novos Centros de Saúde, financiando metade. Aquilo que eu tenho feito com o Governo, a Câmara financiando metade daquele equipamento, consigo construir esse equipamento. Construímos quatro novos Centros de Saúde, estão mais dois novos Centros de Saúde a serem construídos, são seis novos Centros de Saúde que são colocados ao serviço da população num investimento superior a 27 milhões de euros.

E depois estamos a falar de um investimento de 3 milhões de euros na requalificação dos atuais Centros de Saúde, porque não havia dignidade nem para as pessoas que querem usufruir dos serviços médicos, nem para as pessoas que ali trabalham. Nós tínhamos centros de saúde que chovia lá dentro. Portanto, Loures, neste momento, aquilo que se diferencia muito daquilo que era o passado é, de facto, essa nova proximidade de novos Centros de Saúde na dignidade dos serviços médicos prestados à população.

Há muitas pessoas a quererem viver em Loures?

Loures é um dos conselhos da área metropolitana de Lisboa, onde mais tem crescido do ponto de vista de novos loteamentos. Agora existe o IMT Jovem em que todos os jovens até aos 35 anos compram casa e estão isentos de pagamento do IMT. Para se ter uma noção, só no ano de 2025, houve uma isenção de 4 milhões e meio de euros só de IMT Jovem.

Ora, isso significa a quantidade de jovens que compraram casa aqui no Concelho, para significar 4 milhões e meio de euros de IMT Jovem. Portanto, Loures está a crescer do ponto de vista daquilo que é a juventude.

Quais são as principais prioridades estratégicas para a educação?

Nós temos crescido muito a nível de novas urbanizações, o que significa maiores respostas do ponto de vista, quer da saúde, quer da educação. E por isso estamos a fazer um investimento ímpar, único, naquilo que é a requalificação do parque escolar.

Loures foi dos municípios que mais candidaturas fez para a requalificação das escolas básicas 2/3 e secundárias do nosso concelho. O concelho de Loures, só na rede pública, entre o pré-escolar e o ensino secundário, tem cerca de 34 mil alunos. E por isso, estamos a requalificar tudo o que é o nosso ensino básico e pré-escolar, como também a construir novas escolas, para aumentar a rede de oferta, quer do pré-escolar, quer do primeiro ciclo, e essa aposta tem sido transversal ao longo do concelho.

Agora, leva-nos a uma outra carência, que hoje existe muito por força da captação de jovens que está a acontecer aqui no concelho, que é a necessidade de uma maior rede de oferta de creches. Por isso agora o que estamos a fazer com as IPSS é transformar, juntamente com a Associação Social, muitas salas do Primeiro Ciclo em creches, para aumentarmos rapidamente a oferta de creches, que é de facto uma lacuna.

Como caracteriza atualmente o mercado de trabalho em Loures?

Loures é um concelho que geograficamente está bem localizado. Nós estamos no centro de tudo, fazemos fronteira com praticamente todos os municípios. Daí que o nosso slogan é “Loures no centro”, porque está mesmo no centro. E isso torna-nos, do ponto de vista geográfico, atrativo para a fixação das empresas. De há 5 anos para cá estamos a conseguir fixar muitas empresas no nosso concelho. As empresas do nosso concelho, neste momento, já são responsáveis por 90 mil postos de trabalho. A nossa taxa de desemprego é das mais baixas da área metropolitana de Lisboa. Isto tem a ver com o esforço que temos vindo a fazer com as empresas na criação de um banco local de oferta de trabalho. Ou seja, as empresas, quando precisam de trabalhadores, vão à nossa bolsa local, aqui do concelho de Loures, para contratar pessoas do concelho. Isto tem sido muito importante. Tem havido aqui uma preocupação quer da Câmara, quer das empresas, em que os trabalhadores sejam munícipes do concelho.

E ao nível da mobilidade o que está a ser feito?

Nós temos boas redes viárias, nós somos servidos pela CREL, pela CRIL, somos servidos pela A8, pela A1, existe uma boa rede hoje. Houve um reforço do ponto de vista daquilo que é a rede viária, nós construímos importantes vias para a maior fluição do próprio trânsito e para mais mobilidade em nível de trânsito. Temos um projeto muito ambicioso que vamos levar à próxima reunião de Câmara, que é uma aspiração de há décadas na zona oriental do concelho de Loures que é a saída da A1, ali na Bobabela e em São João da Talha, para evitar que as pessoas tenham que ir a Santa Iria e voltar para trás, ou entrar em Sacavém. Vai ser uma obra que devia ser o Governo a fazer, mas é a Câmara que vai fazer, são cerca de 9 milhões de euros financiadas integralmente pela Câmara Municipal, e, portanto, ao fim de 30 anos de reivindicação, eu próprio que sou ali, reivindiquei também, aquela saída da A1 vai ser determinante para a qualidade de vida das pessoas, para minimizar o tempo de espera desde o trabalho até a sua casa.

Mas havia outra questão que me preocupava bastante, e preocupa-me, que é a questão da mobilidade a nível de transporte público. Se bem que a Carris Metropolitana aumentou em muito aquilo que é oferta, mas aqui na Zona Norte já foi lançado um concurso público, para a expansão do metro, vai ser a expansão de Odivelas, no nosso caso vai ser em metro superfície, que vai apanhar toda esta zona de Loures, Santo António dos Cavaleiros e Infantado.

Depois da zona oriental do concelho, que já é servido por linha de comboio em Santa Iria, na Bobadela, em Sacavém, em Moscavide, vamos iniciar agora um novo posto chamado LIOS, juntamente com Lisboa, que vai criar um novo elétrico 16 que vai partir da EXPO. E nós o que vamos fazer é criar autocarros elétricos, em BRT, em circuito próprio, que vai permitir toda a zona oriental do concelho de Loures, apanhar os autocarros e faz rebate, ou na estação de comboio de Sacavém, ou no elétrico, ou vai até à estação do metro de Moscavide.

Quais são os pratos ou produtos mais representativos do concelho?

Temos o nosso vinho, o arinto de Bucelas. Nós temos hoje, reconhecidamente, os melhores vinhos do país a nível de arinto, brancos, e por isso nós estamos neste momento a fazer parcerias muito ativas e muito produtivas, quer com a Confraria, numa lógica mais de divulgação, e depois com os produtores, naquilo que é conseguirmos dar uma oferta, e estamos na fase de alteração do PDM, está ainda na consulta pública, que é nós permitirmos que aquela zona toda de Bucelas, de Lousa, de Fanhões, uma zona mais rural, possa crescer, tem que crescer. Nós queremos um crescimento sustentado, não é um crescimento selvagem, e por isso nós estamos a apostar muito e à procura de investidores naquilo que é a captação de investimento muito ligada ao turismo na área do vinho.

Temos uma gastronomia muito própria, aliás temos os queijos de Lousa, que são muito conhecidos, há o Montiqueijo, os Queijos Tété que são de Loures, temos o pão de Lousa.

Temos uma gastronomia muito forte que agora estamos a iniciar uma fase de promoção, para criar um buzz, um ruído positivo para que os investidores venham e se possa crescer, para trazer mais pessoas, para trazer crescimento, riqueza e postos de trabalho.

E em relação a eventos o que destaca?

Do ponto de vista daquilo que são as atividades culturais, nós temos marcos que hoje já se diferenciam daquilo que acontece na área metropolitana de Lisboa. Temos a festa do vinho e das vindimas, que é feita em bucelas. É uma festa com dezenas de milhares de pessoas, onde se mostra com um cortejo o que era a produção do vinho.

Temos o Festival do Caracol Saloio, em Loures. Quem gosta do caracol, come o seu caracol da forma tradicional, mas depois o que diferencia é que temos o rissol de caracol, a pizza de caracol, a feijoada de caracol, a empada de caracol, é uma panóplia de pratos que são com caracol e com caracoleta.

Depois começam as festas do concelho, que nós também lhe demos um input muito grande. Este ano temos, além de vários artistas, vários palcos. Este ano, no palco principal, além de outros artistas que vêm, temos o Gabriel Pensador e os Quatro e Meia. Depois fiz uma coisa interessante que é as festas do concelho são do concelho.

Eu, que sou da zona oriental do concelho, sempre dizia que não era correto, sendo um concelho muito grande, sendo um concelho com as características diversas, não haver também as festas do concelho por exemplo, em Sacavém.

Desde que criámos o Parque Papa Francisco, agora tenho feito lá os concertos também. Este ano o Cabeça de Cartaz daquela zona vai ser o Nininho Vaz Maia.

Temos outras atividades, do ponto de vista daquilo que são marcas, e essas eu quero apostar muito forte, porque começámos no ano passado, foi uma tradição que foi interrompida há 40 anos, e nós retomámos, que são as Marchas Populares de Loures. Cada freguesia tem os seus marchantes. Temos já um hino feito pelo Rita Redshoes, que é daqui de Loures, de Santo António dos Cavaleiros.

O Carnaval também é sempre muito forte. Nós temos cerca de 3500 figurantes no Carnaval de Loures. Este ano foram cerca de 150 mil visitantes, só naqueles 2, 3 dias de cortejo de Carnaval.

Depois temos aquela atividade agora mais recente que é o Parque Papa Francisco que vai ter um festival de música techno em agosto e setembro e em que o grande cabeça de cartaz, no dia 2 de agosto, é o David Guetta. E portanto, Loures passou a ter mais um espaço de atratividade. Porque é assim que os concelhos depois se tornam mais atrativos e porque é bom viver em Loures. Porque Loures está no mapa, e cada um que vive em Loures gosta de ver o nosso concelho nestes grandes eventos e nestes grandes palcos.

Para quem visita Loures pela primeira vez, o que recomenda fazer?

Eu aconselharia a passear no nosso passadiço, junto ao Rio Tejo, bem sei que são 7 km de distância, mas vale a pena, porque tem uma biodiversidade enorme. O próprio passadiço está feito com pontos de vigia para assistir a toda uma espécie de flamingos e outras espécies que ali vão e tem postos de vigia onde tranquilamente pode assistir e contemplar o que a natureza nos oferece.

Depois, aconselharia a visitar Bucelas que é uma freguesia que vale a pena ser visitada. Tem o Museu da Vinha e do Vinho que era algo que era importante também as pessoas virem conhecer. Lousa que é uma freguesia que parece uma pequena Sintra do ponto de vista do clima.

E depois venham aos nossos eventos. A Festa do Vinho da Vila de Bucelas, que é uma festa lindíssima e onde se pode ver o cortejo do vinho como se fazia. As nossas marchas, o nosso Carnaval, o nosso Caracol Saloio. Isto é um concelho que não pára. Nós temos cerca de 150 coletividades ativas a fazer atividades diariamente.

Que objetivos tem ainda por cumprir?

Eu tenho muita coisa ainda por fazer. Quero requalificar o Parque Papa Francisco, um projeto muito inovador, onde estamos a prever a construção de uma piscina gigante, com ondas, para a prática do surf.

Estamos a finalizar a construção de um novo complexo desportivo municipal aqui em Loures. Vai ser a futura sede do grupo desportivo de Loures para futebol. Mas tem uma particularidade. É o primeiro estádio do país cuja manutenção vai ser feita por água reutilizada. Toda a relva, todos os sanitários, toda a sua manutenção é feita por água reutilizada através de umas condutas que nós estamos a construir desde ali a estação de Frielas. E vai abastecer o estádio e permitir-nos, depois dessa ligação, projetar futuras infraestruturas para que no Infantado, como projeto piloto, todo o espaço verde possa ser regado por água reutilizada.

Quero concluir a saída da A1, quero ser eu a concluir aqui a questão do metro. Temos um conjunto de requalificações de escolas que ainda quero fazer.

A segurança é outra preocupação. Ainda agora adquiri um edifício antigo, estamos a requalificá-lo, e a obra está prestes a ser finalizada. E vou atribuir alojamentos para 21 agentes da PSP que estão deslocados, em Sacavém, que é perto do novo comando metropolitano de Lisboa, que é ali em Moscavide.

Adquirimos seis viaturas novas e atribuímos à PSP. Ficámos com a manutenção de outras seis viaturas, porque havia muita viatura que estava parada.

Vamos fazer o mesmo para a GNR também. Vamos requalificar a esquadra da PSP de Camarate. Vamos construir a nova esquadra da divisão policial de Loures, num investimento de seis milhões de euros, onde já fiz o compromisso com o Governo de pagarmos metade-metade.

Vou construir o novo quartel da GNR de Bucelas, é a Câmara que o vai fazer. Estou à espera do parecer deles do projeto para poder avançar com o concurso público.

E depois temos aquilo que vai ser um projeto que é a instalação de videovigilância no nosso concelho. Nós já temos o projeto pronto, são cerca de 240 câmaras, um investimento de sete milhões de euros, no nosso concelho, nos pontos que a PSP e a GNR indicaram.

E continuar naquela senda, que não permitirei, e não permiti no passado, da construção ilegal no meu concelho. Hoje já não é notícia, mas desde que tomei posse, em outubro, já mandei 72 barracas abaixo.

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