
Ligado à estrutura diretiva do Estrela da Amadora desde 2018, Miguel Dias, número 2 da direção liderada por Paulo Lopo, é o homem forte das modalidades do clube mas a sua vida está também ligada a muitos outros pontos tricolores. O LOCAL entrevistou o dirigente que é associado do clube da Reboleira desde o dia em que nasceu e foi precisamente por este tema que a conversa arrancou.
“Estou ligado ao Estrela desde que nasci. O meu pai era sócio e fez-me sócio no dia do meu nascimento», revela Miguel Dias, acrescentando: «Joguei em todos os escalões do clube desde os mais pequenos até aos juniores. Tenho estado ligado ao clube nestes últimos oito anos, um orgulho muito grande. Em que funções? Bom, já fui treinador, dirigente e, neste momento, sou presidente adjunto do clube.»
- O Estrela da Amadora está intimamente ligado ao mundo do futebol daí que a formação seja de extrema importância para a vida do clube. Concorda?
- Claro que sim. Temos 500 atletas ligados à formação. Temos equipas nos escalões de juniores e juvenis, ambas com equipas A e B, três equipas de iniciados, quatro equipas de infantis e benjamins, cada, três equipas de traquinas e ainda duas de petizes.
- E nesta fábrica de campeões, temos futuros craques?
- Bom, existem alguns jogadores que futuramente esperamos que possam dar cartas no nosso clube, sem dúvida.
- Viremos o tema, qual o objetivo do Estrela para este ano de 2026 a nível de modalidades?
- O nosso objetivo é manter o nosso crescimento sustentável como felizmente temos conseguido fazer, a nossa evolução tem se visto tanto em resultados desportivos como em número de atletas e esperemos que assim continue durante o ano de 2026.
- Sente que existe apoio da população da Amadora para com as modalidades?
- Sim, felizmente temos tido uma adesão muito boa, tanto por parte dos adeptos do clube como também da população da nossa cidade.
- E da autarquia?
- Felizmente tem existido uma maior entreajuda entre a autarquia e o nosso clube, o que infelizmente nem sempre aconteceu no passado. Já existiram várias reuniões com as diversas juntas de freguesia e a própria Câmara e estamos a trabalhar em conjunto várias vertentes para o bem da nossa cidade.
- Qual é o número aproximado de praticantes das modalidades?
- Já temos cerca de 300 atletas. Neste momento, temos ativas o andebol, o ténis de mesa e o futsal, existe também uma parceria com um clube da Amadora para o judo.
- Como é a relação do Estrela com os outros clubes da cidade a nível de modalidades?
- Felizmente, cada vez mais temos conseguido ter excelentes relações com vários clubes da nossa cidade. Achamos que isso é muito importante para o crescimento do desporto na Amadora.

- O Estrela tem potencial para crescer ao nível de modalidades?
- Sim, sem dúvida. Queremos garantir um crescimento sustentável nas modalidades que já temos ativas, mas a médio e longo prazo existe a possibilidade de criar novas modalidades.
Como estão as infraestruturas das modalidades?
- Infelizmente não temos pavilhão próprio para o andebol e futsal pelo que jogamos nos pavilhões camarários.
- Onde jogam as modalidades?
- O andebol joga no Pavilhão Fernando Namora e treina no Pavilhão da Escola Secundária da Amadora e também no Pavilhão Fernando Namora. Já o futsal joga no Pavilhão Rita Borralho e treina nos pavilhões da Roque Gameiro, Miguel Torga e Rita Borralho. O ténis de mesa é a única modalidade que treina e joga no pequeno pavilhão que temos no nosso estádio.