
O Festival Clarão não acontece este ano, mas conta regressar em 2027 com um novo ciclo de programação, após duas edições que reuniram mais de 400 artistas e 13 mil visitantes na Linha de Sintra, anunciou, esta segunda-feira, a organização.
A decisão foi divulgada em comunicado pela Associação Cultural Claraboia, promotora do festival, que justifica a interrupção com a necessidade de “criar um tempo de reflexão, investigação e desenvolvimento” para consolidar o projeto e preparar uma nova etapa.
Segundo a organização, a pausa será dedicada à redefinição do festival, ao desenvolvimento de novos formatos de participação e criação e ao reforço da relação com a comunidade e com o território.
O objetivo passa por preparar “uma edição mais ambiciosa”, capaz de aprofundar o trabalho desenvolvido desde a criação do festival e abrir novas possibilidades de colaboração entre artistas, associações, públicos e parceiros, refere, no comunicado.
“O Clarão está a crescer. Construímos um festival único, feito com a comunidade. Agora chegou o momento de voltar a crescer. Para isso, precisamos de tempo para refletir, experimentar, inovar e preparar um novo capítulo, com maior presença da comunidade e novas formas de criar e pensar o território”, refere a organização, ao justificar a pausa.
O Festival Clarão realizou duas edições dedicadas à criação artística contemporânea e à cultura participativa na Linha de Sintra, reunindo mais de 400 artistas, coletivos e associações e acolhendo mais de 13 mil visitantes, nas contas da organização.
O regresso está previsto para 2027 com uma identidade renovada, mantendo, segundo a Associação Cultural Claraboia, “a missão de promover a criação artística contemporânea, a participação comunitária e o envolvimento do território”.
No comunicado, a associação agradece ainda aos artistas, coletivos, associações, parceiros, voluntários e público que participaram nas duas primeiras edições e convida a comunidade a acompanhar o desenvolvimento do novo ciclo do festival.
Em setembro de 2025, quando decorreu a segunda edição, durante três dias na Quinta da Ribafria, em Sintra, com entrada gratuita, o festival reuniu artistas emergentes e projetos da música independente, a par de nomes já reconhecidos pelo público.
O cartaz musical contou com artistas e bandas como Criatura, Emmy Curl, Them Flying Monkeys, Chyna, Harley KSD, Libra, Rossana, Fvbricia, Menino Manequim, Stealing Canvas e Coco Voador, distribuídos por dois palcos.
A programação integrou ainda uma feira com mais de 50 artistas, associações e coletivos, além de propostas de cinema, debates e uma exposição.
Lusa