
O Palácio Nacional de Queluz prepara uma experiência especial para a Páscoa, desafiando as famílias a recuarem no tempo e a recriarem uma tradição que remonta às cortes europeias.
No próximo dia 4 de abril, sábado de Aleluia, às 14h30, realiza-se o ateliê “Ovos dourados, ovos coloridos e as artes decorativas no Palácio”,iniciativa que combina história, criatividade e espírito pascal.
A proposta inspira-se em costumes de figuras históricas como Luís XIV, conhecido como o “Rei Sol”, que no século XVII oferecia ovos decorados, e também em práticas anteriores, como as de Eduardo I de Inglaterra, que presenteava os seus súbditos com ovos banhados a ouro.
Durante a atividade, os participantes terão oportunidade de conhecer técnicas decorativas amplamente utilizadas no século XVIII, como a talha dourada, a pintura de fingidos e a pintura a fresco. Estas técnicas servirão de base para um ateliê prático, onde será possível trabalhar com folha de ouro e criar ovos decorativos inspirados na elegância do palácio e dos seus jardins.
Embora hoje associado à Páscoa cristã, que celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o costume de oferecer ovos tem origens mais antigas. Nos rituais pagãos ligados ao equinócio da primavera, os ovos simbolizavam fertilidade, renovação e o início de um novo ciclo na natureza.
Ao longo dos séculos, a tradição evoluiu e chegou aos dias de hoje sobretudo sob a forma de ovos de chocolate. No entanto, esta iniciativa do Palácio Nacional de Queluz propõe uma abordagem diferente: criar ovos dourados e coloridos para surpreender os convidados na Páscoa, como faziam os monarcas de outrora.
O ateliê destina-se a famílias com crianças a partir dos 5 anos e tem a duração de cerca de duas horas.
Os bilhetes já estão disponíveis no site da Parques de Sintra, com preços de 14 euros para adultos e 12,5 euros para jovens entre os 5 e os 17 anos.