
A 10.ª edição do Festival “Soam as Guitarras” regressa nesta primavera com um cartaz que cruza gerações, estilos e geografias musicais, destacando-se uma homenagem ao “mestre da guitarra portuguesa”, António Chainho, que faleceu em janeiro deste ano, bem como atuações de Diogo Piçarra em formato intimista e de Manel Cruz com Peixe.
De acordo com a organização, em comunicado enviado à Lusa, o festival decorre entre 9 de abril e 30 de maio.
Além das cidades habituais — Oeiras, Setúbal e Póvoa de Varzim —, o festival expande-se este ano a Vila Nova de Cerveira e Oliveira do Bairro, numa edição descrita como “especial” onde a guitarra “volta a ser o ponto de encontro entre criadores e públicos, numa viagem sonora que cruza linguagens e sensibilidades”, com um cartaz que integra “concertos únicos, encontros inéditos e projetos especiais”.
O arranque acontece em Oeiras, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, com três noites dedicadas “à guitarra portuguesa e às suas novas leituras”. A 9 de abril, o concerto “Soam As Guitarras para António Chainho” presta tributo ao músico, reunindo Zé Manuel Neto, Pedro Jóia e Marta Pereira da Costa, acompanhados por músicos cúmplices do mestre da guitarra portuguesa nos últimos anos Ciro Bertini (baixo e direção musical) e Tiago Oliveira (viola de fado).
Nos dias 10 e 11 de abril, sobem ao palco Tó Trips, com os Fake Latinos, e Silvestre Fonseca, em propostas que exploram novos caminhos da guitarra contemporânea.
Já em maio, entre os dias 14 e 16, o mesmo auditório recebe Manuel Oliveira, que convida Selma Uamusse, Júlio Pereira e um nome ainda por anunciar.
O festival prolonga-se também na Fábrica da Pólvora de Barcarena, onde se realizam dois dos concertos mais aguardados: a atuação de Manel Cruz com Peixe, a 22 de maio, e o espetáculo de Diogo Piçarra, a 23, num formato especial de guitarra e voz.