• Quarta-feira, 25 Março 2026

Estrela da Amadora garante presença na fase de apuramento de campeão feminino

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Numa deslocação a Ponta Delgada, o Estrela da Amadora encerrou com verdadeira chave de ouro a primeira fase do Campeonato Nacional Feminino da 4.ª Divisão: derrotou o Vitória do Pico da Pedra por 2-0 e, em simultâneo, garantiu a presença na fase de apuramento de campeão da competição e logo como campeã de série, visto ter garantido o primeiro lugar da Série L graças ao resultado alcançado.

Com uma prestação sólida perante um conjunto até então invicto a jogar como visitado, as tricolores impuseram-se com golos de Matilde Baldini, na transformação de uma grande penalidade aos 8 minutos, e Yara Costa, através de um lance de insistência na pequena área açoriana, e colocaram-se entre as 16 melhores equipas da competição, que discutirão a promoção à 3.ª Divisão feminina.

Após a partida e a celebração deste feito, inédito no clube desde a ativação do futebol feminino no histórico clube amadorense, o técnico Cláudio Geraldes salientou a personalidade das tricolores num desafio que se esperava «muito complicado».

«O Pico da Pedra em sua casa é muito forte, muito agressivo. Foi um jogo muito físico em que entrámos muito bem, com a nossa circulação de bola e eles a fazerem pressão, mas conseguimos fazer exatamente o que queríamos, que era colocar bolas nas costas e explorar a profundidade do Pico da Pedra quando este nos pressionasse», disse Claúdio Geraldes, acrescentando: «Com essa intenção, conseguimos isolar a Yara, esta depois entra na grande área e temos o penálti nos deu o primeiro golo que queríamos. Não é fácil marcar ao Pico da Pedra, que tinha quatro golos sofridos em toda a época e nós conseguimos marcar dois, o que significa que marcámos 50% dos golos que eles tinham sofrido. Ter marcado logo descansou-nos um pouco e controlámos o jogo. Elas fizeram o seu jogo e nós fizemos o nosso, sempre a jogar por dentro, quando era necessário para depois virar no lado contrário e conseguimo-lo sempre isso. Tivemos mais ocasiões de perigo que o Pico da Pedra, que tentou lá chegar com centros e não criou perigo algum.»

Como encararam a segunda parte? «Na segunda parte, com um jogo muito físico - mesmo muito físico - elas tentavam encostar-nos para trás nos primeiros dez minutos, mas começámos a subir, fizemos sempre o nosso jogo e com as alterações, quem entrou, fê-lo bem, para mudar dinâmicas. Perto do final e já com o Pico da Pedra com menos um, conseguimos o golo que nos descansou, de canto que nos descansa, a jogar ao segundo poste e depois encostar, isso descansou-nos totalmente. É um resultado justo, é uma vitória justa, da qual precisávamos desta vitória porque penso ser a nossa consolidação.»

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Cumprida história, o futuro: «privilégio e responsabilidade»

A qualificação para uma fase de subida – e logo enquanto campeão de série – conseguida pela primeira vez na ainda curta história da secção de futebol feminino do Estrela da Amadora - que cumpre apenas a terceira época de existência – encheu de satisfação o seu diretor desportivo, Rafael Reis.

«Falamos apenas da nossa terceira época e esta é a primeira presença numa fase de subida – trata-se de um momento histórico para este projeto, num clube como a Estrela da Amadora, que se propõe a crescer no futebol feminino e a fazê-lo chegar aos mais altos patamares, de acordo com a dimensão e os pergaminhos da instituição, mas a fazê-lo de forma gradual, etapa a etapa. Paulatinamente a equipa vai evoluindo na sua qualidade e experiência e este grupo está de parabéns», revelou o responsável tricolor, adiantando: «Há que realçar o trabalho que tem sido feito pelo plantel e uma equipa técnica extraordinária e nada disto teria sido possível sem o apoio da direção, na qual devo particularizar o papel importantíssimo do coordenador e vice-presidente do clube, Ruben Costa, que luta diariamente para que as condições cada vez melhores em prol deste grupo de trabalho. É para mim um prazer trabalhar com ele e um privilégio estar rodeado por pessoas deste calibre e potencial.»

Passada a emoção pelo momento de êxito, o dirigente concentrou-se na responsabilidade que encerra representar um emblema com a dimensão e historial que tem o Estrela: «A ligação entre todos nós é mesmo muito boa, familiar. Tal permite que um clube desta grandeza possa também trilhar o seu caminho e desenvolver-se no panorama do futebol feminino nacional. Tanto elas, jogadoras, como nós, diretores e treinadores, sabemos da responsabilidade de dignificar um símbolo desta dimensão e história e o número grande de adeptos que nos apoia, acarinha e voltou a demonstrá-lo antes e após este jogo. Tem sido uma experiência extraordinária para todos nós.»

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