
A Confraria do Rock Tuga apresentou há dias a sua segunda edição coletiva dedicada ao rock português num evento que decorreu no Bar-Cine GC Corroios que reflete a vitalidade, diversidade e autenticidade da atual cena nacional. Trata-se de uma edição exclusivamente física, que reúne 15 temas inéditos de projetos rock de vários pontos. O LOCAL entrevistou Zé Rui, membro da Band Dixit, que falou sobre o disco onde está presente Kactoslitos, conhecido artista de Sintra.
- Como correu o lançamento do Coletânea 2?
- Correu muito bem. Foi um excelente momento de confraternização, acompanhado por um belo concerto. Uma ótima forma de terminar um ano recheado de concertos e lançamentos das bandas do nosso coletivo.
- Correspondeu às expectativas?
- As expectativas são sempre positivas quando o objetivo é criar espaços de celebração da música feita por músicos de rock nacional. Quando tudo corre bem, como aconteceu, podemos dizer que esteve totalmente dentro das expectativas.
- Houve muita afluência de público?
- A Black Box do Ginásio tem capacidade para pouco mais de uma centena de pessoas e a sala esteve mais do que a meio, o que significa que tivemos uma boa casa.
- Que figuras marcaram presença no evento?
- Estiveram presentes músicos de várias bandas. Para nós, ter os nossos pares é o mais importante. São essas as verdadeiras figuras do evento.
- Como foi possível reunir 15 temas inéditos de projetos rock de vários pontos do país?
- Graças ao trabalho desta confraria, que tem promovido a união de vontades e esforços entre os vários projetos que fazem parte do coletivo.

- O rock nacional está de boa saúde?
- Somos prova viva disso. Neste momento, são 24 projetos a criar e interpretar rock. Sabemos que existem muitas mais bandas e, apesar das adversidades, todas continuam de boa saúde e a produzir música que se recomenda.

- Qual a razão do lançamento do Coletânea 2 ter sido em Corroios?
- É um espaço que sempre nos abriu as portas. Durante 2025 realizámos ali cinco mostras com bandas da Confraria, pelo que fazia todo o sentido apresentar esta segunda edição nesse local.
- A quem ficou entregue a masterização da coletânea e porquê?
- Ao Rui Dias, um nome com provas dadas na área da masterização. Já tinha feito esse trabalho pro bono anteriormente e, desta vez, decidimos manter a qualidade do seu trabalho, mas com a devida remuneração.
- Qual o significado do Coletânea 2?
- Significa que, em 2026, as bandas da nossa Confraria continuam a ter canções para partilhar. Revela diversidade, criatividade e a continuidade de um percurso de criação consistente e relevante no rock nacional.