• Segunda-feira, 9 Março 2026

Câmara de Loures demoliu 88 habitações no Talude Militar desde julho

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A Câmara Municipal de Loures demoliu, desde julho do ano passado, 88 habitações no Bairro do Talude Militar, onde 23 outras construções estão protegidas por providência cautelar. Em resposta à agência Lusa, a autarquia refere que, no âmbito de ações de fiscalização realizadas entre 14 de julho de 2025, quando procedeu a uma intervenção de larga escala no Talude Militar, e sexta-feira passada, procedeu à demolição do que qualifica como "88 estruturas abarracadas erguidas ilegalmente".

Entretanto, 23 construções foram sinalizadas com providência cautelar, que a autarquia liderada pelo socialista Ricardo Leão garante estar a respeitar.

Porém, assinala, "tem verificado, em vários casos, tentativas de ampliação dessas construções" e, quando assim é, tem atuado -- ainda que "apenas sobre os elementos que não se encontram protegidos pela decisão judicial".

As demolições "incidiram exclusivamente sobre ampliações ou novas construções", feitas após a notificação da decisão judicial, assevera a autarquia.

No que diz respeito ao apoio às famílias despejadas, apenas um agregado mantém atualmente "acompanhamento social regular por parte dos serviços municipais", menciona a câmara, adiantando que, até à data, 24 famílias encontraram solução habitacional, tendo beneficiado de apoio financeiro para o pagamento da caução e da primeira renda.

"As restantes famílias recorrem pontualmente ao atendimento social quando necessitam de algum apoio específico, não tendo manifestado interesse num acompanhamento continuado, nomeadamente no processo de procura de alternativa habitacional ou em ações de autonomização", esclarece.

Os serviços camarários atribuíram ainda cartões para aquisição de bens alimentares a 14 famílias. A Câmara de Loures tem procedido regularmente a demolições de habitações autoconstruídas em vários bairros do concelho. Às críticas de moradores e associações, que se queixam de falta de alternativas habitacionais, a Câmara de Loures tem respondido que não permitirá a "proliferação de barracas no concelho", garantindo que, "sempre que sejam identificadas novas construções ilegais, a intervenção será imediata e determinada". Esta "postura de total intransigência perante a ocupação ilegal do solo" tem sido afirmada e reiterada por Ricardo Leão, eleito para um segundo mandato.

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