
Um homem de 31 anos foi detido no passado dia 22 de setembro, pelas 22h30, suspeito da prática dos crimes de burla, furto qualificado e abuso de cartão, na sequência de uma investigação da Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa.
Segundo a PSP, o suspeito terá forjado as suas habilitações profissionais para conseguir ser contratado por empresas de cuidados informais, apresentando-se como cuidador devidamente certificado. Desta forma, terá conseguido aproximar-se de vários idosos na Área Metropolitana de Lisboa, nomeadamente nos concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras.
Durante as visitas, o homem é suspeito de se ter aproveitado da condição clínica das vítimas para furtar bens pessoais e obter acesso aos seus cartões bancários. De acordo com a investigação, terá posteriormente realizado pagamentos e transferências para uma conta bancária relacionada com a sua esfera de ação.
A PSP adianta ainda que o suspeito terá utilizado fotografias com fardas de uma corporação de bombeiros e vestuário médico, procurando apresentar-se como profissional dessas áreas e reforçar a confiança das vítimas.
Até ao momento, a investigação identificou pelo menos 15 idosos como vítimas. A PSP admite, contudo, que possam existir mais vítimas, situação que poderá ser apurada com a continuação do inquérito.
Duas das vítimas terão sofrido prejuízos de cerca de 25 mil euros cada, sendo que o valor total do património alegadamente subtraído pelo suspeito ronda os 100 mil euros.
A detenção aconteceu após o homem ter permanecido 45 dias internado numa unidade hospitalar, na sequência de uma queda de um terceiro andar, na qual sofreu fraturas nas duas pernas. Após receber alta médica, foi detido no exterior da unidade hospitalar por polícias que se encontravam no local.
Segundo a PSP, a operação foi possível através da colaboração entre o Ministério Público, a PSP e os profissionais da unidade hospitalar.
O homem tinha ainda antecedentes criminais por crimes semelhantes cometidos em Viseu, segundo as autoridades.
O suspeito foi constituído arguido e sujeito a Termo de Identidade e Residência, tendo sido posteriormente presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial. Foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva.