• Segunda-feira, 28 Setembro 2026

PJ detém cuidador informal por violação e abuso sexual de criança continuado

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A Polícia Judiciária deteve um cuidador informal, de 41 anos, por crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual e coação contra uma menor, atualmente com 14 anos, tendo ficado em prisão preventiva, foi divulgado esta segunda-feira.

O suspeito foi detido por elementos da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo e está indiciado por seis crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual e um crime de coação, todos agravados, cometidos entre 2023 e setembro de 2026, na Amadora, sobre uma menor.

Os factos chegaram ao conhecimento das autoridades em setembro, na sequência de uma denúncia efetuada pela família da vítima junto da PSP da Amadora, que comunicou os factos à PJ.

A Judiciária adianta que a revelação dos alegados abusos foi feita pela menor à sua mãe, “na sequência da supervisão parental da utilização do telemóvel da adolescente”.

No decurso da investigação, acrescenta a PJ, “foi possível apurar que os primeiros atos terão ocorrido quando a criança tinha apenas 11 anos, em ocasiões em que os seus pais a confiavam aos cuidados do suspeito, que, de forma voluntária, assumia o papel de cuidador informal”.

“Desempregado e sem antecedentes criminais conhecidos, disponibilizava-se para prestar auxílio informal a várias famílias residentes no bairro onde habita, nomeadamente acompanhando as crianças nos trajetos de casa para a escola”, lê-se numa nota da PJ hoje divulgada.

Atendendo a estas circunstâncias, a investigação da Judiciária “não afasta a possibilidade de existirem outras vítimas”, prosseguindo as diligências destinadas ao completo esclarecimento dos factos.

O detido foi ouvido em primeiro interrogatório no Tribunal da Amadora, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

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