
A Escola Secundária Fernando Namora, na Amadora, esteve em destaque na 12.ª edição do Apps for Good, ao conquistar dois prémios com projetos desenvolvidos pelos seus alunos.
O projeto “Pequenos Heróis” alcançou o 2.º lugar na categoria do Ensino Secundário, prémio atribuído pelo parceiro Kyndryl. Desenvolvido por alunos da escola, o projeto responde ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 – Saúde e Bem-Estar e consiste num jogo interativo que ensina crianças a agir perante situações de emergência, como desmaios ou feridas.
A escola conquistou ainda uma distinção individual através da aluna Maria Afonso, vencedora do Prémio Jovem Aluna.PT, atribuído pelo parceiro .PT.
A estudante destacou-se pelo seu envolvimento no projeto “EcoLens”, alinhado com o ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis. A ferramenta permite identificar produtos sustentáveis e alertar para potenciais práticas de greenwashing, através da análise de rótulos e de expressões como “eco” ou “bio”, procurando incentivar escolhas de consumo mais conscientes.
A final da 12.ª edição do Apps for Good reuniu projetos desenvolvidos por alunos do ensino básico, secundário e, pela primeira vez, do ensino superior. Foram distinguidas propostas tecnológicas e inovadoras destinadas a responder a desafios concretos em áreas como educação, saúde, igualdade de género, sustentabilidade, ação climática, inovação e cidades e comunidades sustentáveis.
Nesta edição participaram 188 escolas, 396 professores e 3.816 alunos, dos quais 46% eram raparigas. Segundo a organização, os números representam um crescimento face à edição anterior e refletem a expansão do programa no panorama educativo português.
A edição de 2026 marcou também a estreia do ensino superior no Apps for Good, com a participação de nove instituições, 500 alunos e 20 professores. Cerca de 93% dos projetos apresentados nesta vertente foram desenvolvidos na área da educação.
Ao longo dos seus 12 anos de existência, o Apps for Good já envolveu mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e 800 escolas, responsáveis pelo desenvolvimento de milhares de soluções tecnológicas.
Para João Baracho, diretor-executivo do CDI Portugal, a iniciativa demonstra a capacidade dos jovens para transformar problemas das suas comunidades em oportunidades de criação e intervenção.
“A tecnologia só cumpre verdadeiramente o seu propósito quando está ao serviço das pessoas”, afirmou, destacando também o desenvolvimento de competências como o pensamento crítico, criatividade, colaboração, liderança e comunicação.