• Sexta-feira, 10 Julho 2026

Campo de futebol na Buraca, Amadora, reabriu após contestação local

O campo de futebol no parque urbano da Buraca, na Amadora, distrito de Lisboa, “já se encontra aberto à população”, informou à Lusa a Junta de Freguesia de Águas Livres, após contestação local pelo encerramento deste espaço desportivo.

Em resposta à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Águas Livres, Luís Ascensão (PS), indicou que aquele campo de futebol está a funcionar das 09:00 às 20:00 no horário de verão e das 09:00 às 18:00 no horário de inverno.

O fecho há seis anos deste ringue público de futebol na Buraca foi denunciado nas redes sociais pelo artista e ativista Vítor Sanches, autor da marca de roupa sustentável Bazofo, que faz parte do projeto Dentu Zona, espaço-estúdio situado na Cova da Moura, também no concelho da Amadora, no distrito de Lisboa.

Numa altura em que “há muita gente entusiasmada com o Mundial” de futebol, Vítor Sanches lembrou que, para se continuar “a ter grandes jogadores”, têm de existir “campos abertos para a juventude jogar”.

Segundo o ativista, o ringue da Buraca foi arranjado em 2020, na altura da pandemia de covid-19, com relvado sintético e grades mais altas.

Porém, “desde então, a entrada está fechada com uma corrente e um cadeado”, apesar de estar afixada uma placa com o horário de funcionamento, relatou na semana passada, antes da informação da Junta de Freguesia de Águas Livres quanto à reabertura deste espaço desportivo.

Questionada pela Lusa, a Câmara Municipal da Amadora, presidida por Vítor Ferreira (PS), adiantou na semana passada que a junta de freguesia se encontrava “a trabalhar numa parceria com uma associação local, por forma a garantir horário de abertura e de encerramento do polidesportivo em causa”.

O equipamento foi reabilitado pelo município da Amadora, mas a gestão é da responsabilidade da Junta de Freguesia de Águas Livres.

Na resposta dada na semana passada, a Câmara da Amadora lembrou ainda que o ringue está localizado “numa zona densamente urbanizada”, de modo que o acesso à prática desportiva por crianças e jovens da freguesia deve salvaguardar o “direito ao descanso dos moradores, que frequentemente apresentavam reclamações pelo ruído causado no período noturno”.

O ringue está “fechado com corrente e cadeado há seis anos” e “a entrada nunca está aberta”, contestou na semana passada Vítor Sanches, recordando que “era um ringue muito popular”, onde muitas crianças e jovens da Cova da Moura aprenderam a jogar futebol, incluindo ele próprio.

Agora, “com a febre do mundial, o pessoal começou a subir as grades para poderem jogar”, relatou o ativista, tendo alertado a Junta de Freguesia de Águas Livres e a Câmara Municipal da Amadora para os riscos da situação.

Reivindicando que o equipamento “deveria estar aberto para toda a gente jogar e curtir a bola”, Vítor Sanches realçou que “o ringue é um espaço público, requalificado com dinheiro público”.

Lusa

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