
O Teatro dos Aloés estreia, dia 20, nos Recreios da Amadora, a peça “A Morte e a Donzela”, do autor argentino Ariel Dorfman, anunciou a companhia.
Encenada por Jorge Silva, trata-se da 72.ª criação do Teatro dos Aloés, numa história centrada num país em período de transição para a democracia após o fim de uma ditadura.
Paulina Salas, uma ex-ativista que foi sequestrada e torturada durante a ditadura militar, e Gerardo Escobar, um reputado advogado e militantes pelos direitos humanos, formam um casal que, alguns anos depois de terminada a ditadura, ainda se confronta com os fantasmas da tortura e do medo, refere a companhia de teatro.
Por acaso, Paulina encontra Roberto Miranda, o homem que acredita ser o mais cruel dos seus torturadores a dormir em sua casa, decidindo, então, julgá-lo por conta própria, ainda que o seu marido discorde.
Este incidente abre a porta para o desenvolvimento de um debate político e psicológico sobre a moralidade, justiça e humanidade, acrescenta uma nota do Teatro dos Aloés, questionando ainda o que faria o público no lugar de Paulina.
Com versão e tradução de João Lourenço e Vera San Payo de Lemos, a interpretar “A Morte e a Donzela” estão Graciano Amorim, Nuno Nunes e Patrícia André.
A cenografia é de Rui Francisco, o desenho de luz de Ariel Dorfman, o figurino de Maria Luiz, que assina também os adereços com Rui Francisco.
No desenho de som e na música está Francisco Nogueira e na assistência de encenação Sofia Pinto.
A peça está em cena até dia 29, com sessões de dia 20 a 23 e de dia 27 a 29 de março. As récitas à sexta, a sábado e à segunda-feira, realizam-se às 21:00, as de domingo, às 16:00.
Dias 22 e 29 de março, haverá conversa com o público após o espetáculo.
O Teatro dos Aloés é uma companhia de residente na Amadora, no distrito de Lisboa, com 25 anos de existência.
Lusa