• Domingo, 8 Fevereiro 2026

56 pessoas de Camarate alojadas em zona de apoio

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Trinta e seis adultos e 20 crianças, encaminhados no sábado para uma zona de "apoio à população" devido aos danos provocados pelo mau tempo nas habitações, em Camarate, permanecem este domingo alojados naquele local, informou fonte da Câmara de Loures. "Na sequência do acompanhamento permanente à situação no Bairro São Benedito, em Camarate, encontram-se na Zona de Concentração e Apoio à População 36 adultos e 20 crianças", precisou a autarquia de Loures à agência Lusa.

A Câmara de Loures "está também a desenvolver todos os esforços para assegurar que as crianças acolhidas possam regressar às aulas com normalidade, garantindo as condições necessárias de transporte, acompanhamento e estabilidade neste momento particularmente exigente", indicou a fonte.

Numa nota divulgada no passado sábado à noite, a autarquia revelou que foi preciso "interditar o acesso a um número alargado de habitações" no Bairro São Benedito, em Camarate. A autarquia especificou, na nota, que a maioria dos agregados identificados encontrou solução provisória junto da rede familiar, tendo sido necessário encontrar resposta para 18 agregados familiares, num total de 45 adultos e 24 crianças, que foram reencaminhadas para uma zona de concentração e apoio à população.

Fonte da autarquia explicou que, destes, "um casal de idosos foi encaminhado para uma estrutura residencial adequada às suas necessidades e duas famílias foram encaminhadas para uma unidade hoteleira."

"Algumas pessoas encontraram também soluções juntos de familiares", mantendo assim na zona de concentração e apoio 56 pessoas, explicou a mesma fonte. No sábado, na nota divulgada, a Câmara de Loures referia que já pediu, com caráter de urgência, uma reunião ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, para encontrar soluções para as famílias.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou, entretanto, a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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